Um Rio de Progresso: Setor de Alimentos atrai mais de R$ 2,6 bilhões em investimentos

No Nata, os alunos cursam o Ensino Médio juntamente com um curso técnico
 

O setor Alimentício e de Bebidas já acumula mais de R$ 2,63 bilhões em investimentos no Estado do Rio desde o fim de 2011, e atrai grandes empresas. Com a abertura de novas fábricas, a expectativa é de que seis mil empregos sejam gerados até 2016.Entre os maiores empreendimentos que chegam ao Rio de Janeiro está o da Coca-Cola. O município de Duque de Caxias receberá uma engarrafadora da empresa com investimento de R$ 1 bilhão. Até o fim de 2014, a gigante dos refrigerantes inaugura também um centro de distribuição na cidade. Outro grande nome do setor, a Nestlé Waters, investirá R$ 117,3 milhões em uma unidade engarrafadora de água mineral, em Silva Jardim.

 

 

A presidente da Codin (Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro), Maria da Conceição Ribeiro, acredita que as empresas de alimentos e bebidas movimentam o segmento.

 

– A economia fluminense está aquecida e há um mercado ávido. Pelo clima do estado, o de bebidas, por exemplo, está em expansão – explicou Maria.

 

De acordo com a presidente da Codin, o setor de alimentos e bebidas precisa de mão de obra especializada. Entre as principais necessidades estão operadores de máquinas, além de profissionais responsáveis pelas misturadoras e assadoras dos produtos. Para atrair estes empregos, o Estado aposta em incentivos fiscais.

 

– A estratégia são os benefícios, como a redução dos impostos para as grandes empresas. Para a bacia leiteira, por exemplo, há um decreto que reduz os impostos do leite e atrai investimentos – afirmou Maria.

 

Capacitação em alta

 

Com 18 anos, Thais Cunha se prepara para buscar as primeiras oportunidades na área. Formada no curso de Leite e Derivados do Núcleo Avançado em Tecnologia de Alimentos (Nata), em São Gonçalo, no ano passado, ela se tornou voluntária na escola para intensificar a prática profissional.

 

– Ajudo nas aulas e passo mais tempo na oficina, praticando. Essa área cresce cada vez mais e estou pesquisando as empresas e as vagas abertas – disse Thais.

 

No Nata, os alunos cursam o Ensino Médio juntamente com um curso técnico. Eles optam entre Leite e Derivados ou Panificação e Confeitaria. O processo seletivo acontece todo início de ano letivo, com 120 vagas. A Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica) também oferece cursos profissionalizantes e as seleções são feitas duas vezes por ano.
Estudante do Nata, Ana Carolina Antunes, de 17 anos, quer fazer faculdade de medicina veterinária, para se tornar uma especialista em leite.

 

– Quando estava procurando uma escola, dei preferência para o Ensino Técnico e encontrei uma área que realmente me interessa. Quero investir em microbiologia do leite – explicou Ana.

 

Governo do Rio

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