Usina de Gás Verde é inaugurada em Jardim Gramacho

Iniciativa vai abastecer a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) com 70 milhões de m³ de biogás por ano
 

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Comlurb, e a empresa Novo Gramacho Energia Ambiental inauguraram nesta sexta-feira (07/06) a Usina de Gás Verde, que vai fornecer biogás produzido no Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho para a Petrobras. Inédita no Brasil, a iniciativa vai abastecer a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) com 70 milhões de m³ de gás verde por ano. O gasoduto é o único do mundo que liga um aterro sanitário a uma refinaria de petróleo.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Vieira Muniz, que representou o prefeito Eduardo Paes na solenidade, apertou simbolicamente o botão que deu início à operação da usina, em companhia do presidente do Conselho de Administração da Gás Verde — empresa controlada pela Novo Gramacho Energia Ambiental — do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e do presidente da Comlurb, Carlos Vinicius de Sá Roriz.

O secretário Carlos Alberto Muniz disse que a usina simboliza a transformação de um gás nocivo ao ser humano em energia renovável.

— O gás antes lançado diretamente na atmosfera agora é extraído e utilizado para gerar energia e também poderá ser usado, no futuro, na indústria alimentícia, em residências e veículos a gás. Isso só foi possível porque encerramos as atividades do aterro, antes o principal contaminante da Baía de Guanabara, e construímos o Centro de Tratamento de Resíduos em Seropédica, para onde é levado o lixo domiciliar produzido no Rio — completou o secretário.

O biogás gerado na decomposição da matéria orgânica no aterro é captado nos 301 pontos distribuídos por Gramacho. Em seguida, ele é transportado por tubulações para a Usina de Gás Verde, onde vai ser purificado seguindo as rígidas especificações técnicas da Petrobras, tornando a combustão mais limpa que a do gás natural do petróleo (GNP). O sistema de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) tem aprovação da Organização das Nações Unidas (ONU).

O presidente da Comlurb, Carlos Vinicius de Sá Roriz, apontou a marca da inovação como um dos grandes legados do projeto:

— O pioneirismo desta inciativa mostra que é possível inovar e trazer novas tecnologias para o uso do resíduo, sem deixar de proteger o meio ambiente.

Já o presidente do Conselho de Administração da Gás Verde, Manoel Antonio Amarante Avelino da Silva, anunciou que até o final do ano serão produzidos 7.500 megabytes com a parte residual do processo de produção do biogás para garantir energia suficiente para os horários de pico da própria usina. Em 2014, a usina deverá começar a produzir CO² líquido para ser usado na indústria alimentícia.

Também compareceram à solenidade o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Marcos Belchior Correa Bento, e o secretário de Planejamento, Urbanismo e Habitação de Duque de Caxias, Luiz Edmundo.

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