Bumbos e bandeiras com mastro serão permitidos no clássico entre Fluminense e Vasco

A informação foi confirmada, na quinta-feira (18/07), em reunião entre secretário André Lazaroni, torcidas organizadas e polícias Civil e Militar
 
Secretário André Lazaroni (ao centro) na coletiva de imprensa no Maracanãzinho / Foto: Eliane Carvalho

Secretário André Lazaroni (ao centro) na coletiva de imprensa no Maracanãzinho / Foto: Eliane Carvalho

Secretário André Lazaroni (ao centro) na coletiva de imprensa no Maracanãzinho / Foto: Eliane Carvalho

 

 

O torcedor que, no próximo domingo (21/07), for ao Maracanã para o clássico entre Fluminense e Vasco poderá levar bumbos e bandeiras com mastros de, no máximo, 10 metros, além de poder tirar a camisa e torcer em pé (fogos de artifício e morteiros continuam proibidos). Essas permissões foram todas confirmadas em uma reunião, nesta quinta-feira (18/07), no auditório do Maracanãzinho, Zona Norte do Rio, entre o secretário de Estado de Esporte e Lazer e presidente da Superintendência de Desportos do Rio (Suderj), André Lazaroni, a Federação das Torcidas Organizadas do Rio (FTORJ) e os representantes das polícias Militar, major Sílvio Luís, e Civil, delegado Alexandre Braga.

 

– Sou pela tradição, mas admito que estamos buscando um novo jeito de agir em um Maracanã que foi totalmente reformado, trazendo as famílias de volta às partidas de futebol. Tirar e rodar a camisa já é um gesto típico das torcidas cariocas, assim como a avalanche é no Rio Grande do Sul. É cultural – frisou Lazaroni, acrescentando que a Suderj planeja realizar um seminário com o apoio das torcidas organizadas e das forças de Segurança para discutir e criar uma “nova cultura de torcer nos estádios”.

 

– Deveremos dar início a esse seminário nos próximos três meses. Além disso, vamos lançar um projeto, o Torcida pela Paz, com esse mesmo intuito – informou.

 

Presente à reunião, o subcomandante do Grupamento Especial de Policiamento nos Estádios (Gepe), major Sílvio Luís, disse que a PM irá trabalhar, no jogo de domingo, com 250 homens dentro do estádio, 400 fora e 30 viaturas.

 

– Faremos a escolta das torcidas do local de concentração até a entrada do Maracanã. E não teremos problemas com o material usado pelos torcedores, porque ele foi levado ao conhecimento do Gepe antes e autorizado – garantiu o major.

 

Coordenador do Núcleo de Apoio aos Grandes Eventos (Nage) da Polícia Civil, Alexandre Braga reforçou que uma série de investigações tem sido feita desde o ano passado para identificar criminosos entre os torcedores.

 

– O nosso recado claro é o seguinte: crimes não serão tolerados! Existe um espaço para o diálogo, e isso nos ajuda a acabar com a violência nos estádios. Futebol é para ser celebrado – destacou.

 

O secretário Lazaroni aproveitou para avisar que, já na partida deste fim de semana, 400 câmeras estarão funcionando dentro do Maracanã para identificar os causadores de possíveis problemas.

– É o Big Brother do futebol. A gestão do estádio é privada, mas o patrimônio continua sendo público. Não vamos tolerar depredações – assegurou.

 

Para o vice-presidente da FTORJ, Luiz Gustavo, as ações de mudança que estão sendo deflagradas no novo Maracanã servirão para “reverter a discriminação sofrida pelas organizadas desde a década de 70”.

 

– O nosso trabalho é de paixão, de amor. Nós temos um filho, a torcida, que é muito discriminado. Precisamos mudar isso – apontou Gustavo.

 

Também participaram da reunião representantes das torcidas do Fluminense, do Vasco, do Flamengo e do Botafogo.

 

 

Assessoria de Comunicação SEEL

Paula Peltier – 8596-5423 7840-5969 / Everton Lima / 9619-8725

 

Secretaria de Estado de Esporte e Lazer

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