Comunidade Cenográfica auxilia treinamento da Core

Ambiente na Cidade da Polícia reproduz becos e vielas para capacitar policiais
 

 

 

Agentes da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) contam agora com um ambiente cenográfico, com casas de alvenaria, lajes, becos e vielas, para simular operações em comunidades. O treino, que antes era feito em áreas pacificadas e no Complexo Penitenciário de Gericinó, tem a intenção de qualificar os policiais e prepará-los para diversos tipos de situações em favelas.

 

No novo espaço, os integrantes da Core têm a oportunidade de treinar locomoção em terrenos acidentados, estreitos e com obstáculos, além de técnicas de retomada de ambientes confinados com presença de reféns. O projeto ainda contará com câmeras de segurança, que permitirão avaliar erros e acertos dos treinamentos.

 

– A ideia é fazer com que o policial treine, de forma segura, em um ambiente bem próximo à realidade das comunidades. A intenção é familiarizar os agentes com as dificuldades dos terrenos e prepará-los para agir com mais concentração nas operações. As imagens capturadas pelas câmeras serão analisadas, e todas as falhas serão apontadas e corrigidas – afirmou o chefe do setor de Logística Especializada e Projetos da Core, Wagner Franco.

 

Durante os treinamentos, que acontecem de dia e à noite, os agentes de segurança utilizam uniformes, coletes e armamentos, como se estivessem em uma operação de verdade. Com cerca de 750 metros quadrados, o ambiente cenográfico está em fase de acabamento. Para mimetizar o aspecto das comunidades, as casas ainda serão pintadas e os corredores e vielas, grafitados.

 

Policiais ganham espaços para aprimorar pontaria

 

A Cidade da Polícia foi criada para abrigar 14 delegacias especializadas e órgãos de investigação e pesquisa da Polícia Civil. No momento, os imóveis estão sendo equipados e mobiliados com o que há de mais moderno no mundo. O custo total é de R$ 170 milhões.

 

Na comunidade cenográfica, algumas ruelas e becos foram inspirados em áreas como Rocinha, Turano e Jacaré.

 

– São espaços idênticos aos existentes em comunidades reais e que, sabidamente, oferecem dificuldade para os policiais. Essa é uma forma de melhorar a qualificação dos agentes da Core para evitar erros – disse o chefe de Recursos Especiais da Core, Júlio Gonçalves.

 

Além da comunidade cenográfica, outros dois ambientes da Cidade da Polícia vão contribuir para o treinamento dos agentes. Um estande e uma casa de tiros permitirão aos mais de 1,2 mil policiais realizar o aprimoramento de pontaria e a eficiência em operações de combate à criminalidade.

 

A casa de tiros conta com 11 salas, especialmente preparadas para auxiliar no treinamento de policiais em ações de ataque, invasão de recintos e resgate de sequestrados, entre outras situações.

 

Já o moderníssimo estande de tiros é referência na América Latina por sua tecnologia inédita e preocupação ecológica. Foram montadas 11 baias com as cabines de tiro e instalados os trilhos para alvos móveis, que correm e giram em até 360 graus. Os movimentos, ângulos e distância dos alvos podem ser controlados pelo atirador, através de um programa de computador instalado em cada cabine.

 

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