Coordenador do Afroreggae diz que incêndio foi criminoso

Segundo o coordenador, vizinhos contam ter visto um grupo de duas a quatro pessoas entrando no prédio na madrugada e saindo depois que ele estava em chamas
 

O coordenador do Afroreggae, José Júnior, afirmou estar certo de que o incêndio que destruiu na madrugada desta terça-feira (16/07) um prédio da ONG no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, foi criminoso. “A única certeza que eu tenho é de que foi criminoso”, disse José Junior, que tem suas suspeitas reforçadas por relatos de moradores.

 

Segundo o coordenador, vizinhos contam ter visto um grupo de duas a quatro pessoas entrando no prédio na madrugada e saindo depois que ele estava em chamas. José Júnior acredita que o jovem de 20 anos que se feriu no incêndio e foi levado para o Hospital Getúlio Vargas pode ajudar a esclarecer o que aconteceu.

 

“Ele contou aos policiais e bombeiros que estava tentando apagar o fogo, mas não era funcionário do AfroReggae, e os moradores vizinhos não o conhecem”, disse José Júnior, que postou em seu perfil no Twitter: “Não iremos nos acovardar!!!” 

 

Policiais da 22ª Delegacia de Polícia estão investigando o caso. O trabalho de rescaldo já foi encerrado pelos bombeiros.

O imóvel pertence à ONG há ao menos quatro anos e teria uma pousada destinada a estudantes intercambiários, que seria inaugurada no dia 5 de agosto. A ideia do projeto era trazer jovens para trabalhos sociais na comunidade.

 

“Tudo de mobiliário que estava no prédio foi destruído. Já estava tudo pronto. Poderíamos inaugurar hoje ou amanhã, mas estávamos esperando o fim das férias”, contou o coordenador, que afirmou que o projeto não será abandonado.

 

No prédio, também funcionava a redação e o estúdio do jornal comunitário Voz das Comunidades, em duas salas cedidas pelo AfroReggae. O editor e blogueiro que iniciou o jornal, René Silva, conta que havia materiais de filmagem dentro do prédio e móveis que eram usados em entrevistas. O incêndio não destruiu computadores e câmeras, que não estavam no jornal.

 

Internautas manifestaram solidariedade ao Voz das Comunidades nas redes sociais, e René conta que uma campanha para reformar e reequipar o jornal comunitário já começou no Twitter. Oito pessoas trabalham no Voz das Comunidades, que conta ainda com 30 voluntários.

 

Agência Brasil

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