Flip-Flupp reúne nomes da literatura e escritores de comunidades

Segunda edição do evento gratuito está sendo realizada na Arena Dicró, na Penha, até esta terça-feira (09/07)
 

Começou na segunda-feira (08/07) a segunda edição da Flip-Flupp, evento que reúne autores da Feira Literária Internacional de Paraty (Flip) com novos escritores lançados pela Feira Literária Internacional das UPPs (Flupp). Realizado na Arena Carioca Dicró, na Penha, o evento gratuito – que termina nesta terça-feira (09/07) – promoveu diversas mesas de debates, inclusive com grandes nomes como o irlandês John Banville, que veio ao Brasil lançar seu 16º romance, e a franco-iraniana Lila Azam Zanganeh, ambos estrelas da 11ª Flip.

 

Flip-Flupp reúne nomes da literatura e escritores de comunidades

 

Segundo um dos idealizadores da Flupp, o produtor cultural Júlio Ludemir, o grande trunfo da segunda edição foi conseguir chegar a diferentes nichos dentro das comunidades, como estudantes de escolas públicas e pessoas da terceira idade.

 

“Desta vez, estamos conseguindo, de fato, falar para um público não literário. Neste ponto, a Arena Dicró ajuda, já que é um grande equipamento cultural que avança com a ideia de democracia”, disse Júlio.

 

Já o curador da Flupp, Toni Marques, ressaltou o fato de que, este ano, a Flupp publicará três volumes de livros com textos de autores de comunidades, o triplo do que foi lançado no ano passado: um de contos, com 20 autores; um de poesia, com 20 autores; e um romance. A segunda edição da Flupp será realizada de 20 a 24 de novembro, em Vigário Geral.

 

“É muito simpático da parte da Flip e das editoras terem comprado a nossa ideia. De um lado, a gente leva uma cultura tradicional, estabelecida, às comunidades. De outro, ajudamos a revelar os nomes da periferia”, resumiu Marques.

 

Compondo uma das mesas de debates, o irlandês John Banville, de 67 anos, arrancou aplausos da plateia em seu curto período no palco. Sem formação universitária, ele contou ao público que sempre foi aficionado por livros e que começou a escrever aos 12 anos. Perguntado sobre o que é a literatura, disse: “A grande aventura humana é a frase. Pensamos em frases, amamos em frases, declaramos guerras com frases. As frases são o que somos.”

 

A pedagoga Sara Alves, de 45 anos, acredita que é muito importante levar o conhecimento sobre literatura a regiões mais periféricas do Rio de Janeiro. Moradora da Vila do João, no Complexo da Maré, Sara já lançou, de forma independente, um livro com 119 poesias próprias.

 

“A Flupp é fabulosa. A prática de ler e escrever tem que ser disseminada como um prazer. Só assim alguma coisa pode realmente mudar no país”, afirmou a pedagoga.

 

Governo do Estado

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