Instituto Estadual do Cérebro já atendeu mais de 100 pacientes

Ambulatório da moderna instituição funciona há duas semanas no centro do Rio
 

hospital do cerebroHá duas semanas em funcionamento, o ambulatório do Instituto Estadual do Cérebro já atendeu 111 pacientes, entre crianças e adultos. Para eles, a primeira consulta é o passo mais próximo da realização da esperada cirurgia.

 

 

É o caso da pequena Maria Clara de Andrade Araújo, de 9 anos, que aguarda pela cirurgia desde quando foi diagnosticada com epilepsia de difícil controle causada por displasia cortical, aos 4 meses de vida. O maior sonho da dona de casa Eliane Vieira de Andrade é que a filha tenha uma vida normal, como qualquer outra criança.

 

 

– Maria Clara é nossa primeira filha. Já são nove anos esperando por essa cirurgia. Meu maior sonho é que minha filha possa ter uma vida. O filho especial ensina a dar valor aos pequenos gestos, como um carinho, quando acontece é uma festa – disse Eliane.

 

 

Estima-se que há de 1,8 a 3,6 milhões de epilépticos no Brasil. A displasia cortical é a principal causa de epilepsia na infância. Ela é considerada uma desordem cerebral resultante do desenvolvimento anormal dos neurônios do córtex cerebral no primeiro trimestre da gestação, que se manifesta precocemente com crises epilépticas nos primeiros anos de vida.

 

 

– O caso da Maria Clara é típico de indicação cirúrgica, e felizmente agora vamos conseguir operá-la com a maravilhosa estrutura do Instituto Estadual do Cérebro. Ela tem crises epilépticas diárias, resistentes aos remédios e que levam a quedas e traumas faciais repetidos. Acreditamos que exista uma perspectiva de melhora muito grande após a cirurgia – explicou o coordenador do Centro de Epilepsia do hospital, Eduardo Faveret.

 

Governo do Rio

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