MANIFESTAÇÃO: O protesto que começou em frente a casa do governador do Rio deixou um rastro de destruição no Leblon e em Ipanema

O vândalos fizeram barricadas de fogo, saquearam lojas e depredaram bancos
 

 Zona Sul, RJ

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A noite de quarta-feira, dia 17 de julho, foi de caos na Zona Sul do Rio.  Após cinco horas de manifestação pacífica, que começou em frente a casa do governador, foram desencadeadas várias ações criminosas por  vândalos que deixaram rastros de destruição nos bairros do Leblon e Ipanema. No início da madrugada, desta quinta, dia 18, uma reunião de emergência foi convocada por Sérgio Cabral para discutir ações a fim de conter os protestos violentos nas ruas da cidade. O encontro foi marcado para  às 8h no Palácio Guanabara.

 

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A destruição atingiu  cinco agências bancárias, bancas de jornal, pontos de ônibus, vitrines e alguns painéis elétricos. Uma loja de roupas também foi saqueada na Ataulfo de Paiva e outras  foram saqueadas em Ipanema. O cheiro de gás ficou muito forte na região. Bombeiros também atuaram no combate às chamas.

 

O clima nesses bairros da Zona Sul foi de apreensão por parte de moradores e clientes de bares e restaurantes. Vários estabelecimentos comerciais fecharam suas portas e os frequentadores saíram às pressas.

 

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Um das sedes administrativas da Rede Globo, localizada no Leblon, foi destruída por vândalos

 

Segundo a Polícia Militar, sete PMs ficaram feridos com pedradas. Uma quinta policial se feriu ao ser atingida nas costas por uma bomba de fabricação caseira. O número de manifestantes feridos não foi confirmado.

 

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A manifestação

O conflito desta quarta-feira começou por volta das 22h45m, na esquina da Avenida General San Martin com a Rua Aristides Espínola, quando um grupo teria jogado pedras contra os militares. Os policiais revidaram com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

 

Por volta das 22h55m, um manifestante atirou um morteiro contra as tropas. Um caminhão de jato de água da PM foi usado para apagar focos de incêndio nas ruas. Algumas ruas do bairro ficaram sem luz por quase uma hora. Pouco antes do conflito, um grupo já havia ateado fogo em lixeiras em dois pontos da Avenida General San Martin.

 

 

No começo da noite, duas manifestações realizadas na Zona Sul do Rio complicaram o trânsito para motoristas que seguiam em direção à Barra da Tijuca. No Leblon, o protesto contra o governador Sérgio Cabral, com aproximadamente mil pessoas, fechou os dois sentidos da Avenida Delfim Moreira, na altura da Rua Aristides Espínola, até por volta das 22h30m. A via, onde mora Cabral, ficou isolada por 13 carros do Batalhão de Choque e 80 policiais. Para tentar chegar à Aristides Espínola, cerca de 500 pessoas seguiram, às 20h, pela Rainha Guilhermina até a General San Martin, passando pelo Ataulfo de Paiva. O grupo caminhou entre os carros, complicando o tráfego, que já estavam na pista. A Delfim Moreira foi interditada a partir da Avenida Bartolomeu Mitre.

  

Por volta de 1h30m, cerca de cem manifestantes se concentraram em Ipanema, na esquina das ruas Aníbal de Mendonça e Redentor, para protestar perto da casa do Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Eles foram dispersados pelo Batalhão de Choque com balas de borracha, jatos d´água e bombas de efeito moral. Alguns manifestantes se dirigiram, então, para a Lagoa Rodrigo de Freitas, onde ocuparam a Avenida Epitácio Pessoa.

 

Já na Rocinha, moradores que protestaram contra o desparecimento de uma pessoa, ocorrido domingo, chegaram a interditar a Autoestrada Lagoa-Barra nos dois sentidos. A via foi completamente liberada às 22h. O trânsito ficou parado, com reflexos na Gávea e na Lagoa.

 

 Prisões

Dezesseis pessoas foram detidas e levadas para a 14ª DP (Leblon). Seis foram enquadrados no crime de formação de quadrilha e pagaram fiança. Outras nove também foram liberados, incluindo dois menores. Um homem, que estava com três morteiros na mochila, identificado só como Anderson, foi autuado por porte de explosivo e ficou preso.

  

Redação com fontes

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