O espetáculo “Maria Miss” estreia dia 1º de agosto no CCBB

A temporada segue até o dia 1º de setembro
 

“Maria Miss”, de Yara de Novaes, com Tânia Casttello, Daniel Alvim e Plínio Soares no elenco entra em cartaz a  partir de 1º de agosto no Rio. A peça concorreu ao Prêmio Shell (atriz e texto) e também ao Prêmio Cooperativa de Teatro (melhor espetáculo, atriz e direção). 

 

“Maria Miss” é uma adaptação inédita do conto “Esses Lopes”, de Guimarães Rosa e é o primeiro do escritor mineiro que aborda o ponto de vista feminino. “Maria Miss” estreou em São Paulo em 2012, ano que celebrou o lançamento de “Tutaméia” (onde o conto foi publicado, em 1967).

 

A história gira em torno de Flausina, que desejava se chamar Maria Miss, uma espécie de “heroína torta”, que narra, por meio de suas lembranças, sua trajetória a partir de quando seu destino se cruza com o dos irmãos Lopes. Plínio Soares e Daniel Alvim dobram os papéis para viver os quatro irmãos e um primo da família Lopes.

 

 

 

Maria Miss aprende sozinha, e às escondidas, a ler e escrever. Para se livrar do que não quer e conseguir o que quer, lança mão de qualquer artimanha de que dispõe. Muito ardilosa, e sem ser apanhada, mata todos os homens da família Lopes e manda embora os três filhos que teve com eles.

 

 

 

Maria Miss relembra sua vida e de como fez para se livrar de cada um dos Lopes, mas não revela pesar, piedade ou remorso pelos amantes mortos nem amor pelos filhos. Ao contrário, vangloria-se de ter dado cabo de toda a família, bem como de ter mandado os filhos para longe. “Todo mundo vive para ter alguma serventia. Lopes, não! – desses me arrenego.”

 

Embora sua vingança seja justificada, Maria Miss incorpora a maldade – tão perigosa ou mais que qualquer jagunço –, utilizando-se de estratégias sem confrontar diretamente seus oponentes. “Ainda criança ela foi vendida pelos pais para um dos Lopes, foi estuprada e colocada para tomar conta da casa, ou seja, feita escrava, o que é muito comum no sertão. Ela decide mudar essa historia e usa de tudo que uma mulher tem nas mãos para fazê-lo. No fim, encontra o amor em um jovem sensível, mas as marcas da sua vida continuam com ela”, analisa a atriz Tania Casttello.

 

Na obra de Guimarães Rosa, o sertão não se limita ao espaço geográfico, mas simboliza o próprio universo. O sertão criado por ele é uma realidade geográfica, social, política, mas também é uma realidade psicológica e metafísica. Seu processo narrativo, geralmente concentra-se em torno de “casos” que sustentam os enredos.

 

O projeto é idealizado por Tania Casttello, que atua ao lado dos atores Daniel Alvim e Plinio Soares. Cenários e figurinos são de Márcio Medina e a luz, de Wagner Freire. A montagem é da Mesa 2 Produções, empresa que já produziu Noites Brancas e O Caminho para Meca, ambas com direção de Yara de Novaes.

SERVIÇOS
CCBB – Teatro I
Dia 31 de julho – estreia para convidados
Temporada de 01 de agosto a 01 de setembro
OBS: Sessões extra nos dias 24/08, 25/08, 31/08 e 01/09 – às 17h
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 3808-2020
Ingressos: R$ 6,00 (inteira) / R$ 3,00 (meia)
De quinta a segunda – às 19:30
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 55 minutos
Classificação: 14 anos

Alessandra Costa – Assessoria de Imprensa – alessandracostadivulga@gmail.com

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