Polícia Militar do Rio parou, há cinco anos, de orientar policiais a lidar com distúrbios civis

O presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, disse que o problema não é esse, mas sim que há a ausência da polícia para evitar os atos violentos, como saques e depredações
 

O comandante da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro, disse que a instituição retirou do currículo da formação de policiais, há cinco anos, a disciplina que os ensinava a lidar com o controle de distúrbios civis. Segundo o comandante, apesar disso, o Batalhão de Choque, unidade especializada neste tipo de ocorrência, continua a ser treinada.

 

O comandante e o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, afirmaram hoje que a polícia ainda não sabe muito bem como lidar com as manifestações que estão ocorrendo no Rio de Janeiro, que começam pacíficas e, depois, transformaram-se em atos de vandalismo, violência e roubo.

 

“Trata-se de uma turba, de ações difíceis, complexas, que por vezes colocam a polícia entre a prevaricação e abuso de autoridade. A solução é intermediária. O problema é que se busca essa solução em meio a um cenário de caos. [Há] que ter discernimento em cada detenção. Estamos aprendendo nesse processo. São 30 dias de manifestações com coisas como coquetéis molotov, pessoas mascaradas, estilingues incendiários e pedras portuguesas arremessadas contra policiais. Não há planejamento rígido. Não existe protocolo no mundo para atuar com turba”, disse o secretário Beltrame.

 

Durante entrevista à imprensa, hoje, o comandante da Polícia Militar disse que a instituição vai voltar a usar armas não letais como balas de borracha e gás lacrimogêneo. Segundo ele, um acordo feito com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e instituições como a Anistia Internacional, para que a polícia evitasse usar essas armas, não deu certo.

 

O presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, disse que o problema não é esse, mas sim que há a ausência da polícia para evitar os atos violentos, como saques e depredações.

 

Agência Brasil

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