Polo de construção civil cresce no Rio de Janeiro

Setor é o quarto que mais implanta empresas produtoras de material de construção
 

A vitalidade do setor de Construção Civil no estado está abrindo caminho para que mais empresas produtoras de matéria-prima do ramo venham para o Rio de Janeiro. Essas fábricas integram o quarto setor que mais procura a Codin (Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro) em busca de auxílio para instalação, que envolve incentivo fiscal, encaminhamento para licenciamento ambiental, entre outros recursos.

 

 

Atualmente, existem 21 empresas produtoras de material de construção situadas no estado, cinco outras estão em fase de implantação; uma empresa está em fase de elaboração de projeto; uma em negociação e uma em expansão.

 

“Ao longo dos anos, cada vez mais empresas deste setor nos procuram. Elas vêm pelo mercado, pois sabem que, com a quantidade de obras acontecendo por aqui, vão vender seus produtos”, disse a presidente da Codin, Conceição Ribeiro.

 

Gigante de cimento, concreto e agregados, a Lafarge é um exemplo desta tendência. Com uma unidade fabril em Cantagalo, na Região Serrana, e uma sendo construída em Santa Cruz, com 57 mil metros quadrados, o grupo também possui no Estado do Rio quatro centros de distribuição de cimento, uma mina de agregados e oito usinas de concreto. A nova fábrica, prevista para começar a operar no fim do ano, custou cerca de R$ 77 milhões e deve gerar, depois de aberta, em torno de 50 empregos diretos e 100, indiretos. Sua capacidade de produção é estimada em 750 mil toneladas de cimento por ano.

 

Por sua vez, a Deca, do Grupo Duratex, investiu em uma unidade em Queimados, que produzirá estimadas 2,4 milhões de peças de louças sanitárias por ano. Com investimento de R$ 120 milhões, a unidade estima gerar cerca de 550 empregos.

 

“É expressiva a capacidade do mercado carioca. Constatamos que há expansão do setor no estado e, além disso, vivemos um momento muitíssimo aquecido com a chegada de grandes eventos, como a Copa do Mundo. A região tem se tornado um polo industrial extremamente interessante. Sem contar que a posição geográfica proporciona o atendimento de demandas do Estado do Espírito Santo, por exemplo”, afirmou o diretor executivo da Duratex, Flávio Donatelli.

 

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, os eventos esportivos programados para o Rio nos próximos anos são indutores de investimentos na construção civil.

 

“Esses investimentos se desdobram em outros empreendimentos ligados a eles, abrangendo habitação, equipamentos esportivos, aeroportos, além da revitalização do centro do Rio e da região portuária. Perpassa toda a economia do estado”, explicou o secretário.

 

Confira a tabela abaixo:

 

 

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