Casarões históricos reformados viram moradias

Famílias de baixa renda ganharam apartamentos no centro do Rio
 

casaroesO Governo do Estado recuperou dois casarões históricos no centro do Rio e transformou-os em um único prédio residencial para abrigar famílias de baixa renda. Localizado na esquina das ruas da Constituição com Regente Feijó, o edifício é preservado pelo Corredor Cultural da Cidade e, por isso, teve sua fachada original conservada. Orçado em cerca de R$ 600 mil, o projeto habitacional foi realizado em parceria com o governo federal.

 

Os nove apartamentos, com tamanhos que variam de 30 a 50 metros quadrados, contam com sala, cozinha, quarto e banheiro. Devidamente regularizado, o edifício possui Habite-se e também conta com espaços de convivência comuns e lavanderia coletiva. As obras, realizadas pela Cehab (Companhia Estadual de Habitação), levaram cerca dois anos para serem concluídas.

 

A maioria dos atuais moradores já ocupava o local irregularmente e de forma precária. Durante a reforma, receberam aluguel social.

 

– Já morava neste local com meu marido desde 2005. Antes, estes dois casarões formavam um grande galpão onde todas as pessoas moravam juntas, sem condições de higiene e segurança. Os cômodos das famílias eram separados com pedaços de papelão, e a gente dependia da solidariedade dos comerciantes até para receber água. Agora, tudo mudou. Temos água e gás encanados e um apartamento próprio para viver com tranquilidade – disse a dona de casa Rosinete Viana, de 42 anos.

 

Sobrinha de uma das moradoras do local, Karen Ribeiro, de 21 anos, vive em Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias. No entanto, prefere passar alguns dias da semana no apartamento da tia para aproveitar a localização central do prédio.

 

– Aqui tem muitas opções de transporte público e farto comércio. Além de me receber, minha tia mora com suas duas filhas. O imóvel foi uma conquista para toda a família – afirmou a cuidadora de idosos.

 

Estrutura do prédio foi reforçada

 

O edifício ainda conta com uma loja comercial, que será alugada. O valor arrecadado irá custear os gastos do condomínio.

 

– Toda a estrutura do prédio foi reforçada e houve um cuidado em melhorar o aproveitamento dos espaços comuns e dos individuais para que as pessoas tivessem mais conforto – disse o engenheiro da Cehab, Paulo Roberto Cruz.

 

Governo do Rio

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