Centro Estadual de Transplantes é referência em cirurgias hepáticas

Unidade já se tornou a segunda maior transplantadora de fígado do país
 

Centro-Estadual-de-TransplantesO Centro Estadual de Transplantes (CET) ainda nem completou seis meses de existência, mas já se tornou referência nacional em cirurgias hepáticas. Desde fevereiro, o serviço oferecido no Hospital São Francisco de Assis, na Tijuca, realizou 45 transplantes de fígado – uma média de nove cirurgias por mês. Os números equiparam a unidade carioca ao tradicional Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

 

Além da alta produção, o centro se destaca também na qualidade das operações. O índice de sucesso está em 87%, enquanto a média entre os receptores do mundo fica entre 70% e 80%. Para o presidente da Dohe Fígado (Associação dos Doentes e Transplantados Hepáticos), Carlos Roberto Cabral, de 56 anos, o hospital representa uma revolução na área. Há dez, quando recebeu o transplante, o cenário era outro.

 

– Na minha época, havia mês em que nenhum transplante de fígado era realizado. Faltavam estrutura, órgãos e profissionais. Fiquei dois anos na fila. Esse centro é uma vitória – disse o presidente.

 

Se Carlos Roberto esperou dois anos pelo transplante, o professor de Educação Física João Torres, de 52 anos, quase não ocupou lugar na fila. Ele levou apenas quatro meses desde a descoberta da cirrose hepática provocada pela Hepatite C até a realização da cirurgia.

 

– Mesmo com a gravidade, achei que só conseguiria no fim do ano. Mas foi tudo muito rápido. Estou recebendo um tratamento de excelência e agora minha meta é voltar ao trabalho – afirmou Torres, que recebeu alta há 12 dias.

 

Número de captações de órgãos também subiu.

 

Para Lúcio Pacheco, coordenador do CET e vice-presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, o salto do Estado do Rio na área é reflexo dos investimentos da Secretaria de Saúde. A criação do Programa Estadual de Transplantes (PET) e o serviço no Hospital São Francisco de Assis foram medidas que proporcionaram resposta rápida à necessidade de procedimentos.

 

– Tínhamos um número de doação três vezes maior do que nossa capacidade e precisávamos de um centro robusto como este. Temos respondido bem e acho que vamos superar a meta, que era de 100 transplantes de fígado em um ano – explicou Pacheco.

 

A rapidez do procedimento também se deve ao crescimento no número de captações de órgãos. Há três anos, o estado ocupava a lanterna do país no ranking de doação. Com a criação do PET, houve um crescimento de 50% no número de doadores, chegando a 121 em 2011. No ano passado, foram 221, e a meta para 2013 é superar 250 captações.

 

Governo do Rio

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