“Cobramos da imprensa o que ela cobra de nós: transparência”, diz deputado

Reunião entre parlamentares do PRB e deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) falou sobre pedido de CPI contra Globo
 

Reunião entre parlamentares do PRB e deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) falou sobre pedido de CPI contra Globo  (Imagem: Douglas Gomes)

Ao considerar grave as denúncias de suposta sonegação de impostos por parte da Globo Comunicações, o líder do PRB na Câmara, George Hilton (PRB-MG), comentou que espera dos meios de comunicação o que cobram dos políticos: “transparência”. Segundo o R7, parlamentares se reuniram na quarta-feira, 7, para apoiar a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.

 

 

“Seja a Rede Globo, ou qualquer veículo de comunicação que cometa qualquer tipo de irregularidade, qualquer indício de sonegação, é dever e obrigação desta Casa que representa o cidadão propor a criação de uma CPI”, explicou Hilton. Para o deputado, as denúncias contra a emissora são reflexo das recentes manifestações.

 

 

 

 


(Imagem: Douglas Gomes)
A proposta de criar a CPI começou pelos integrantes do PRB, que assinaram documento na presença do autor do pedido, o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). Além de Queiroz, participaram da reunião de apoio à CPI os parlamentares Antonio Bulhões (PRB-SP), Cleber Verde (PRB-MA), George Hilton (PRB-MG), Johnathan de Jesus (PRB-RR), Márcio Marinho (PRB-BA), Oliveira Filho (PRB- PR-Suplente), Otoniel Lima (PRB-SP), Vilalba (PRB-PE) e Vitor Paulo (PRB-RJ).

 

 

O caso
A história envolvendo a TV Globo começou a ser divulgada após matéria do blog O Cafezinho, de Miguel do Rosário. De acordo com os dados, a emissora teria aberto uma empresa de fachada com sede nas Ilhas Virgens Britânicas para não recolher imposto de renda direto na fonte. A Globo é ré em processo que exige o pagamento de R$ 615 milhões em imposto por suspeita de sonegação fiscal na compra dos direitos autorais da Copa do Mundo de 2002.

 

 

O caso já resultou na prisão da ex-agente administrativa da Receita, Cristina Maris Ribeiro. Ela foi condenada a quatro anos e onze meses de prisão em junho deste ano pelo desaparecimento dos documentos do processo. Investigações do Ministério Público mostraram que ela agia para beneficiar empresas devedoras do fisco por meio de fraudes no sistema eletrônico.

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