Colégio Estadual Erich Walter Heine é a primeira escola sustentável da América Latina

Práticas pedagógicas e aspectos estruturais conferiram o título ao colégio de Santa Cruz
 

Escola-sustentavelO Colégio Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, recebeu, no início deste semestre, a certificação de primeira escola totalmente sustentável da América Latina. Inaugurada em 2011, a unidade foi contemplada com o selo prata LEED for Schools (Leadership in Energy and Environmental Design) após ter 50 aspectos estruturais e pedagógicos aprovados pelo Green Building Council, entidade internacional responsável pela certificação.

 

Entre as características que garantiram o reconhecimento, incluem-se a utilização de lâmpadas LED, sensores de presença para desligamento automático de luzes e ar-condicionado, reutilização de água da chuva para uso nos banheiros e na horta orgânica, sanitários com descargas de dupla utilização, placas fotovoltaicas e coletor solar para aquecimento da água do vestiário e estação de coleta seletiva. Há ainda um ‘telhado verde’, usado como espaço de aprendizagem, que tem a função de diminuir a absorção de calor e reabsorver a água da chuva.

 

Construído pelo Governo do Estado em parceria com a empresa ThyssenKrupp CSA, o colégio faz parte do programa Dupla Escola e oferece Ensino Médio integrado ao curso técnico de Administração.

 

– A escola respira sustentabilidade 24 horas por dia, principalmente por ocuparmos um prédio ecotécnico e por nossas ações pedagógicas. Essa certificação só veio ratificar o trabalho que desenvolvemos – explicou o diretor da unidade, Valnei da Fonseca.

 

Os projetos pedagógicos têm a função de estimular a consciência ecológica de alunos e da comunidade do entorno. Destacam-se as iniciativas de coleta de óleo de cozinha usado, carona solidária, formação de área de compostagem – cujos insumos são utilizados nos jardins e na horta –, e reutilização de garrafas PET, latas, papelão e outros materiais.

 

– É um trabalho diário feito em parceria com professores, alunos e moradores da comunidade. O resultado tem sido surpreendente – afirmou a coordenadora pedagógica, Regina Paulina.

 

O colégio também se destaca por facilitar a inclusão de pessoas com necessidades especiais, já que oferece rampas de acesso, inclusive na piscina, piso interno tátil, placas de sinalização em Braile e vagas de estacionamento exclusivas.

 

Alunos engajados nos projetos

 

Um dos responsáveis por cuidar dos boldos chilenos que compõem o telhado verde, Davi Salles, de 17 anos, transmite os conhecimentos de plantio, irrigação e manutenção aos colegas.

 

– A gente percebe na prática os benefícios do telhado verde, como por exemplo, reduzir a temperatura do prédio da escola e servir como um isolante acústico natural – disse Davi.

 

Já a estudante do 1º ano do Ensino Médio, Natália Meireles, de 16 anos, costuma contribuir para a coleta de óleo de cozinha.

 

– Sempre incentivo outras pessoas a trazerem o material para cá ou para outros pontos de coleta – afirmou a jovem.
Coordenador das ações de coleta de materiais recicláveis, o professor Alan Ferreira ressalta o papel dos estudantes na elaboração de soluções sustentáveis.

 

– São ideias criativas, como transformar pneus em canteiros de flores. Também é uma forma de incentivar o empreendedorismo dos jovens – explicou o professor.

 

Governo do Rio

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