Companhia Destacada chega à Baixada nesta segunda-feira

Mangueirinha, em Duque de Caxias, receberá a quinta unidade do estado. Morro Azul, no Flamengo, já conta com esse tipo de policiamento
 

PMsA comunidade da Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, vai receber a quinta Unidade de Companhia Destacada do estado, nesta segunda-feira (5/8), com 150 policiais oriundos de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Policiais do Batalhão de Choque (BPCHq) e do 15º BPM (Duque de Caxias) ocuparam na sexta-feira (2/8) a região. Experiências similares já foram executadas com êxito nos municípios de Macaé e Niterói, além das comunidades do Morro Azul, Camarista Méier e Chatuba.

 

 

Segundo o coronel Lima Freire, a operação, coordenada pelo 3º Comando de Policiamento de Área (CPA), tem como objetivo garantir o controle das comunidades Mangueirinha, Sapo, Santuário e Corte Oito. Dados estatísticos do Instituto de Segurança Pública (ISP), que apontam alto índice de roubos e furtos de veículos na região, além de aumento crescente da venda de entorpecentes, motivaram a implantação da unidade.

 

– Como os dados estatísticos sinalizavam esse cenário de violência, estava na hora de inserirmos um processo nessa região, com o objetivo de retomar esse território para a população. Estamos atendendo a um anseio da comunidade – afirmou o coronel.

 

 

Com o objetivo de preparar as comunidades para uma futura intervenção, há cerca de 15 dias, 40 policiais do 15º BPM estiveram na região. A ação resultou em prisões e apreensão de pistolas e entorpecentes. De acordo com o capitão, nos últimos dias de ocupação já era possível perceber a ausência de armamentos.

 

 

Todos os 150 policiais militares destinados à Companhia Destacada são oriundos de UPPs, com larga experiência nas ações de intermediação de conflitos e práticas de polícia de proximidade. Segundo o coronel, o atendimento prestado é tão eficaz quanto o trabalho desenvolvido pelas Unidades de Polícia Pacificadora.

 

 

– Além da experiência em UPPs, todos esses policiais são moradores da Baixada. Essa bagagem facilita o envolvimento com a comunidade. Neste tipo de trabalho, há uma sede da companhia dentro da região, o policial é destinado somente àquela localidade, não existe rotatividade, há uma sede administrativa, com um capitão responsável, além de realizarmos policiamento a pé e com viatura. Por todo esse conjunto de práticas técnico-operacionais, existe uma similaridade com a UPP – explicou Lima Freire.

 

 

Chegada também de serviços públicos

Além da ocupação policial, as quatro comunidades, que juntas totalizam cerca de 20 mil moradores, receberam tendas com serviços públicos. Na sexta-feira, moradores puderam solicitar emissão de carteira de trabalho, identidade e demais documentos, além de receber atendimento psicológico, com apoio da Secretaria de Assistência Social.

 

 

– O policial de proximidade está atento à mediação de conflitos, além de ser um facilitador da entrada de serviços na comunidade. Não adianta instaurar só a força policial sem intervenção social – disse o coronel.

 

Governo do Rio

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