BC diz que não é preciso superávit primário de “ampla magnitude”

O BC reforçou que foram criadas condições para que “o balanço do setor público se desloque para a zona de neutralidade”
 

O Banco Central (BC) considera que não se faz mais necessária geração de superávit primário, economia para pagamento de juros da dívida, de “ampla magnitude”. A avaliação consta do Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (30). Segundo o BC, a situação atual é diferente de quando a solvência do setor público era motivo de preocupação. E por isso, era necessário superávit primário maior.

 

 

“Para o Comitê [de Política Monetária do BC], entretanto, superávits primários em patamares próximos aos que têm sido gerados recentemente são necessários para manter a dívida pública em trajetória sustentável”, acrescenta, no relatório. Em 12 meses encerrados em julho, o superávit primário alcançou R$ 88,2 bilhões, o que representa 1,91% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). Houve redução de 0,09 ponto percentual em relação a junho. Hoje, à tarde, o BC divulga o resultado primário de agosto.

 

 

O BC reforçou que foram criadas condições para que “o balanço do setor público se desloque para a zona de neutralidade”. Ou seja, deve sair da posição expansionista – com aumento de despesas e redução de impostos para estimular a economia – para a neutralidade.

 

Agência Brasil

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