BIENAL DO LIVRO: Editora Melhoramentos lança antologia de contos originários dos países de língua portuguesa

Organizada por Zetho Cunha Gonçalves, obra resgata mitos, lendas e contos de tradição oral que marcam e mostram a diversidade cultural desses países
 

Uma grande ideia geralmente surge de coisas simples. Com Dima, o passarinho que criou o mundo não foi diferente. Originaria da frase: “Toda noite 250 milhões de pessoas no mundo sonham em português”, a antologia levou quatro anos para ser concebida e é lançada, pelaEditora Melhoramentos, na XVI Bienal Internacional do Livro Rio.

 

 

 

Organizada pelo escritor Zetho Cunha Gonçalves, a antologia resgata, em cada reconto, um mundo de magia capaz de levar o leitor a redescobrir Angola (por Zetho Cunha Gonçalves), Brasil (pelo reconhecido Rogério Andrade Barbosa), Cabo Verde (escrito por Leão Lopes, doutor pela Universidade de Rennes, França), Guiné-Bissau (Andrea Fernandes), Moçambique (pelo premiado Miguel Ouana), Portugal (por José Carlos Pereira, mestre e doutor pela Universidade de Lisboa, em Teorias da Arte e Estética, respectivamente), São Tomé e Príncipe (Albertino Bragança) e Timor-Leste (Luís Costa), por meio de uma linguagem poética e cheia de sensações.

 

 

 

Os contos são apresentados ao leitor em ordem alfabética segundo o país representado e é o angolano Zetho Cunha Gonçalves que abre a antologia com a história deDima, o passarinho que criou o mundo.

 

 

 

Como um feiticeiro, o passarinho que tem o poder do fogo, vai criando um mundo à sua volta, repleto de animais, flores, e habitados pelos san, o primeiro povo a ocupar a Terra.

 

 

 

Quando criança, o autor chegou a brincar, brevemente, com alguns meninos san, que sempre estavam de passagem, correndo para algum lugar, cumprindo o seu destino de nômades pela mão de seus pais e avós. Com eles, Gonçalves lembra que aprendeu a comer cupim e a assar grilos e gafanhotos até ficarem crocantes e gostosos como batata frita.

 

 

 

Sobre a literatura oral, ele também aprendeu sábias lições com seus amigos san, respeitadas neste conto popular: “As histórias e as canções são como o vento: quando chegam, a gente sente-as no corpo”.

 

 

 

No Brasil, o texto é assinado por Rogério Andrade Barbosa, autor de mais de quarenta livros e cuja proximidade com outras culturas de língua portuguesa, em particular a africana, permite narrar uma história que, ao mesmo tempo em que abarca o universal, respeita o particular brasileiro.

 

 

Em A Casa do Vai-Mas-Não-Volta, Andrade Barbosa resgata um conto popular de tradição oral nordestino. Três irmãos que lutam pela sobrevivência saem em busca de uma vida melhor e, no caminho, encontram um negrinho travesso, uma velha meio bruxa e enfrentam os maiores perigos que uma alma desprendida pode correr.

 

 

 

Após cada conto, o leitor encontrará uma breve explicação sobre sua origem, biografia do autor e um glossário com as palavras poucos usuais no nosso idioma ou que são próprias de outras culturas, permitindo ao leitor confrontar as palavras que conhece com aquelas que, em outros países, tomam diferente significação.

 

 

XVI Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro

Quando: de 29 de agosto a 08 de setembro de 2013

Onde: Riocentro – Avenida Salvador Allende, nº 6.555 – Barra da Tijuca

Estande da Editora Melhoramentos: Pavilhão Azul – Stand – H04/I03

 

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