Pacientes ganham visita e brinquedos no Hospital da Criança

Unidade se aproxima da realização do milésimo transplante
 

hosp-da-crianca-elenco-dona-xepaAs atrizes Ana Clara Pintor e Alessandra Loyola visitaram e levaram brinquedos para os pacientes do Hospital Estadual da Criança na quarta-feira (11/09). Elas, que participam da novela Dona Xepa, da Rede Record, causaram alvoroço no ambulatório da unidade, onde brincaram e tiraram fotos com pacientes.

Com cinco anos de carreira e em sua terceira novela, Ana Clara, de 12 anos, já havia visitado o hospital em maio levando brinquedos arrecadados para os pacientes.

– O hospital é maravilhoso, totalmente voltado para as crianças para que elas se sintam bem, esquecendo que estão doentes. Quando venho aqui tenho a certeza de que não estou dando apenas brinquedos, mas também recebendo o carinho deles. É muito gratificante – disse a atriz.

Alessandra Loyola faz trabalhos voluntários há muito tempo e já pensa em voltar ao Hospital.

– Este ambiente é incrível e as pessoas que nos receberam maravilhosas, eu não tenho palavras para descrever o trabalho que fazem aqui. Eu já fazia trabalho em hospitais de Campinas, minha cidade natal, mas nunca vi um hospital tão bonito quanto o Hospital da Criança. É muito bacana ver que o que fizemos foi inesquecível para os pacientes e certamente irei voltar à unidade. – afirmou a atriz que tem sete anos de carreira.

Primeiros transplantados participaram da festa

Durante a visita, duas mães aguardavam por consulta. Mirian Conceição do Nascimento aliviada por ter doado parte do seu fígado para sua filha, Milena Flávia do Nascimento, que se recupera bem; a outra, Estefani Souza da Silva, ansiosa porque seu bebê, Ana Beatriz Souza Gomes, recebe daqui a duas semanas parte do fígado do pai.
– Vai dar tudo certo e Ana Beatriz terá uma recuperação igual a da Milena. Estou muito feliz porque minha filha ganhou peso, está tendo um acompanhamento excelente – afirmou Mirian.

O marido de Estefani, Francisco John Lennon do Nascimento Gomes também está expectativa para o transplante de Ana Beatriz. O pai vai doar parte do fígado para a menina, que sofre de atresia das vias biliares. Os dois estão confiantes no sucesso do transplante.

– Sinto segurança porque a estrutura do hospital é muito boa e os profissionais também – disse o pai de Ana Beatriz.
Este será o décimo transplante de fígado do Hospital Estadual da Criança em cinco meses de inauguração. Para o chefe do serviço, Lúcio Pacheco, o resultado é bom, mas ele quer fazer mais transplantes na unidade.

– Estou feliz com este número. Quero, porém, fazer mais transplantes aqui no Hospital, temos estrutura e equipe para isso – disse o médico.

Perto de 1000 cirurgias

 

Inaugurado no dia 4 de março desse ano, o Hospital Estadual da Criança é a primeira unidade do Rio de Janeiro voltada para atendimento pediátrico referenciado. O hospital realiza cirurgias de média e alta complexidade, além do tratamento do câncer, em pacientes de zero a 19 anos. Com apenas cinco meses de funcionamento, o Hospital Estadual da Criança já realizou 954 cirurgias. Em 28 de março, o hospital recebeu o credenciamento por parte do Sistema Nacional de Transplantes.

Estrutura

 

Com investimento de R$ 5 milhões em equipamentos e obras de adaptação, a unidade conta com 58 suítes de internação, 16 leitos de UTI neonatal, nove de UTI pediátrica e oito poltronas de quimioterapia, exames de ultrassonografia, tomografia computadorizada, ecocardiografia e broncoscopia e serviços de fisioterapia motora e respiratória, terapia ocupacional e apoio psicológico para pacientes e familiares. O hospital tem capacidade para realizar 8.400 consultas ambulatoriais, 3.360 procedimentos cirúrgicos de alta complexidade e 2.400 quimioterapias por ano.

Gestão

 

Desde abril de 2012 a Secretaria de Estado de Saúde vem reorientando o modelo de gestão e atenção à saúde no Estado do Rio de Janeiro no intuito de melhorar a prestação dos serviços e a satisfação do usuário. A implementação dessa nova forma de administração tem como objetivos reduzir custo, melhorar a gestão e garantir um atendimento de qualidade à população. O Hospital Estadual da Criança foi viabilizado a partir de um contrato com a Rede D’Or São Luiz, que cedeu o prédio – onde antes funcionava o Hospital Rio de Janeiro – e passa a gerenciar o serviço público através da Organização Social com o Instituto D’Or de Gestão de Saúde Pública, fornecendo todos os recursos humanos e materiais necessários ao adequado funcionamento do hospital, dentro dos parâmetros e diretrizes estabelecidos pela Secretaria.

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