Polícia Montada investe na compra de animais e equipamentos

Plantel da unidade especializada da PM recebeu reforço de 89 cavalos apenas este ano
 

policia-montada,-natasha-montier-10O Regimento de Polícia Montada (RPMont), da Polícia Militar, tem se equipado cada vez mais para atuar em ações de dissuasão (controle de multidões e de atos de violência) e nas ocupações de comunidades em processo de pacificação. Localizada em Campo Grande, a unidade especializada da PM investiu na compra de cavalos, equipamentos e aguarda a chegada de novos caminhões e carretas.

 

Desde 2011 155 equinos foram adquiridos pelo regimento sendo 89 comprados só este ano. Os animais foram obtidos com recursos no valor de R$ 1.166.800 milhões, oriundos da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Secretaria de Segurança. O plantel do regimento possui atualmente 310 animais.

 

Investimentos em materiais como capacetes com viseira, fardamento para a tropa, além de bastões, botas e esporas também ocorreram para garantir um melhor desempenho destes policiais militares que chamam a atenção da população pelo uso de cavalos, em sua grande maioria da raça resistente denominada Lusitana.

 

Recursos também têm sido empregados para dar mais agilidade aos deslocamentos de cavalos e tropa. Quatro caminhões para o transporte de equinos e policiais, e duas pequenas carretas com capacidade para no máximo três animais devem ser entregues até o final deste ano.

 

– A necessidade de ampliar o aparelhamento do Regimento de Polícia Montada se deu principalmente em razão da constante evolução das técnicas, atuações e recursos logísticos que ocorrem, com o passar dos anos, e exigem das instituições todo o aparato tecnológico com o máximo de meios que viabilizem o atendimento de excelência. Podemos ressaltar também a aproximação e realização de grandes eventos no Brasil, onde a cidade do Rio de Janeiro figura sempre como polo de visibilidade – destacou o comandante do regimento, tenente-coronel Anderson de Souza Maciel.

 

A preparação dos cavalos é rigorosa. Segundo o comandante, alguns atributos são treinados coletivamente como docilidade, transposição de obstáculos urbanos e rurais, além de embarque e desembarque dos veículos de transporte próprio. Já nas ações de dissuasão, os animais selecionados são preparados para atender ao comando de seu cavaleiro ou amazona e precisam seguir algumas normas para se manterem nas formações de choque montado e realizar três andaduras conforme necessidade (passo, trote e galope), além de terem que se habituar a ruídos extremos, entre outros treinamentos.

 

Além de ser convocado para atuar em situações como eventos com grandes aglomerações, que acontecem de forma integrada com o policiamento ostensivo e o Batalhão de Choque e o Batalhão de Ação com Cães, o RPMont também tem se dedicado, desde o início deste ano, a ações nas áreas em processo de pacificação com a proposta de garantir uma interação maior com os moradores atraindo a confiança da população.

 

– Utilizamos o atributo afetivo característico dos cavalos e cavaleiros e/ou amazonas como elo de aproximação entre os integrantes das áreas pacificadas e a Polícia Militar, assim como os demais órgãos públicos. O contato do animal com crianças, idosos e adultos possibilita um estreitamento dos vínculos e uma facilitação no estabelecimento de laços de confiança – afirmou Maciel.

 

O Regimento de Polícia Montada também realiza o atendimento terapêutico de crianças, adultos e idosos portadores de necessidades especiais por meio de uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, fisioterapeutas, entre outros profissionais voluntários em sua sede em Campo Grande. Grupos de crianças de comunidades pacificadas também tem visitado o RPMont para aprender a melhor forma de cuidar dos animais. O projeto se chama Cavaleiro Mirim.

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