Professores da escola bilíngue em Francês participam de formação continuada

Grupo já fez curso de capacitação na França e oficina sobre jogos de aprendizagem em línguas
 

professores-de-escola-bilingueEnquanto não comandam as aulas na escola de Ensino Médio Intercultural Português-Francês, os professores que vão lecionar na unidade bilíngue voltaram à condição de alunos. Os 25 selecionados – incluindo os do cadastro de reserva – estão participando de intensas atividades de formação continuada voltadas para a proficiência em língua francesa e metodologias inovadoras de ensino. Intercâmbio em Besançon e cursos em parceria com o consulado da França já fizeram parte do programa.

 

Em julho, um grupo de seis professores de Português e Francês da rede estadual foram enviados à França para cursar um intercâmbio com docentes de escolas bilíngues de outros países. Por duas semanas, visitaram unidades de ensino de Besançon, participaram de ateliês para trocar experiências e aprenderam a montar fichas pedagógicas interdisciplinares no idioma.

 

Através do treinamento, a professora de Francês Sany Lemos Moreira, de 31 anos, teve a primeira oportunidade de fazer um curso fora do país. Há oito anos na rede estadual, ela está empolgada com a oportunidade de participar do projeto bilíngue doCiep Leonel de Moura Brizola, em Niterói. A unidade, que integra o programa Dupla Escola, nasceu pela parceria da Secretaria de Educação com a Académie de Créteil e com o Consulado da França.

 

– Ter um ensino bilíngue na rede pública é inovador. Nós, os brasileiros, éramos os únicos que não vivíamos a experiência ainda. Então fomos aprender com eles. De tudo que vimos até agora, o projeto tem tudo para acontecer de forma eficaz porqueproporcionará um ensino em francês intenso e prático. Será uma escola modelo e de excelência – prevê a professora, que no Brasil passou o conteúdo aos demais colegas.

 

Nesta semana, os 25 docentes estão participando da terceira etapa orientada por estrangeiros. Dois mestres de Besançon vieram dar continuidade à formação interdisciplinar, orientando-os a planejar aulas em Francês nas diferentes disciplinas. Recentemente, o grupo também cursou, com uma professora franco-mexicana, uma oficina para conhecer jogos de aprendizagem de línguas estrangeiras por meio de atividades lúdicas.

 

De acordo com Rita Jobim, gestora de planejamento estratégico da secretaria, nem todos os professores têm fluência em Francês. Das demais disciplinas, apenas Biologia será completamente ensinada no idioma. No total, os alunos terão 16 horas por semana de conteúdo na língua francesa.

 

– Apenas a disciplina de Biologia será em francês e, nas outras, trabalharemos no esquema 90/10, ou seja, 90% da aula em língua materna e os outros 10% no idioma estrangeiro. Teremos um ateliê científico que será todo na língua francesa, com ida a campo, leitura de textos e oficinas. O objetivo é que o aluno saiam da escola no nível B2, podendo se comunicar de forma clara – explicou Rita.

 

Para conseguir superar os 10% de Matemática que deverá ensinar no idioma, a professora Maria Tereza Minucci, de 51 anos, se matriculou em um cursinho de Francês e aproveita cada treinamento dado. Ainda está tímida para falar, mas comemora o fato de entender o que os professores de Besançon estão ensinando.

 

– É uma oportunidade que está me acrescentando profissionalmente e pessoalmente. Depois de 20 anos de aula, estou me sentindo valorizada, renovada e motivada – resumiu Maria Teresa.

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