Arco Metropolitano atrai investimentos para o Rio

Aportes de empreendimentos devem atingir cerca de R$ 70 bilhões
 

Arco_MetropolitanoA poucos meses de ser concluído, o Arco Metropolitano do Rio de Janeiro vai proporcionar benefícios de caráter logístico para dezenas de empresas instaladas na Região Metropolitana. Estima-se que essa estrutura urbana, fundamental para desafogar o tráfego, reduza em até 20% o custo do transporte de produtos dentro do Estado, além de facilitar o acesso das cargas ao Porto de Itaguaí, na Baixada Fluminense.

 

O incentivo consolida o Arco como um grande indutor de investimentos, garantindo o interesse dessas companhias no estado e atraindo outras. Estimativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico dá conta de que os investimentos de empresas em municípios e distritos da Região Metropolitana somam cerca de R$ 70 bilhões.

 

Só em Queimados e Seropédica, situadas na principal zona que sofrerá os impactos positivos do Arco, contarão com aportes financeiros corporativos de, respectivamente, R$ 420 milhões e R$ 2,2 bilhões. As empresas são gigantes em suas áreas de atuação, como Procter & Gamble (Seropédica), Petrobras (Itaguaí e Seropédica) e Deca (Queimados).

 

– O Arco Metropolitano seguramente vai beneficiar todas as empresas. A melhor das notícias é que isso está apenas começando. Assim que ele estiver pronto, surgirá a oportunidade para muitas outras companhias aproveitarem o excelente corredor logístico que ele proporciona – afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, ressaltando que 72 quilômetros do trajeto do Arco estão situados em áreas com baixa densidade demográfica, permitindo grandes áreas livres para novos empreendimentos.

 

Um exemplo de companhia que aposta nos benefícios proporcionados por essa grande estrutura urbana é a ThyssenKrupp-CSA. Instalada em Santa Cruz, na Zona Oeste, a gigante da siderurgia investiu R$ 15 bilhões na unidade, em operação desde 2010, e que já gerou cerca de 5 mil empregos, diretos e indiretos.

 

– O arco metropolitano trará maior assertividade no recebimento de matérias-primas utilizadas pela CSA na fabricação do aço, melhorando, assim, a cadeia logística da empresa – atestou Fernando Queiroga, diretor comercial da TK-CSA, que tem capacidade para fabricar até 5 milhões de toneladas de aço por ano.

 

Por sua vez, a Procter & Gamble (P&G) vai inaugurar em 2014 sua unidade em Seropédica, com investimento de mais de R$ 115 milhões. Vai gerar pelo menos 200 postos de trabalho diretos. Segundo a assessoria de comunicação da empresa, a localização da nova unidade é estratégica para a companhia, que já possui uma fábrica em Jacarepaguá e está construindo um centro de distribuição em Itatiaia e uma fábrica em Queimados.

Considerado o município que sofrerá o maior impacto positivo do Arco Metropolitano – já que, devido ao porto, será o principal foco dos investimentos -, Itaguaí conta com aporte financeiro da Petrobras (R$ 8,3 bilhões), da Companhia Siderúrgica Nacional (R$ 3,7 bilhões), Gerdau (R$ 2 bilhões) e Usiminas (R$ 1 bilhão), que estão construindo terminais portuários. A mesma cidade da Baixada receberá, ainda, R$ 1,1 bilhão do Porto LLX e R$ 5 bilhões do Estaleiro da Marinha.

 

O segundo grupo de municípios beneficiados pelo Arco abrange Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu e São Joao de Meriti. Esse último concentra o polo gás-químico, que deverá se consolidar em torno da Reduc. A refinaria está recebendo investimentos de R$ 1,3 bilhão em sua expansão. Já o polo tecnológico da Coppe-UFRJ, na Ilha do Fundão, será a maior concentração de centros de tecnologia em petróleo no mundo, com investimento de R$ 1 bilhão.

 

O terceiro grupo de municípios que vão sentir os impactos positivos do Arco é integrado por Cachoeira de Macacu, Guapimirim, Tanguá, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. Nesta área, o maior projeto que vem sendo desenvolvido é o Comperj, que receberá investimentos de R$ 36 bilhões, com expectativa de gerar 20 mil empregos diretos e consolidar na região um polo de indústrias da área de plásticos.

 

Agência Brasil

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