Confronto entre policiais e manifestantes deixa 23 pessoas feridas no Rio

De acordo com a Polícia Militar, 17 pessoas foram detidas e conduzidas para delegacias da região central da cidade
 

Vinte e três pessoas ficaram feridas, sendo 12 policiais militares, durante os confrontos ocorridos no centro do Rio entre a Polícia Militar (PM) e manifestantes na noite de ontem (1º). Os policiais tiveram ferimentos leves e já foram liberados do Hospital Central da Polícia Militar. Os demais feridos foram levados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro, de onde já foram liberados, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

 

 

Além disso, o centro amanheceu com marcas de destruição. Agências bancárias, prédios públicos e comerciais, pontos de ônibus, placas de trânsito, lixeiras e uma cabine policial foram destruídos.

 

 

No fim da noite de ontem (1º), a Tropa de Choque da PM dispersou, com bombas de gás lacrimogêneo, os manifestantes que retornaram às escadarias da Câmara Municipal do Rio, na Cinelândia, após a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos professores da rede municipal de ensino. A manifestação era formada por professores municipais e membros do grupo Black Bloc.

 

 

De acordo com a Polícia Militar, 17 pessoas foram detidas e conduzidas para delegacias da região central da cidade. A PM informou ainda que, entre os presos, nenhum era professor. A Polícia Civil informou que o manifestante Ojuoba Bruno Marinho Barros da Silva, de 25 anos, teve a liberdade condicional revogada e foi encaminhado para uma unidade prisional da Secretaria de Administração Penitenciária do estado.

 

 

Para o relações públicas da PM, o tenente-coronel Cláudio Costa, a Polícia Militar agiu para de garantir o direito democrático de manifestação dos professores. “O que vimos ontem foi a participação de um grupo de vândalos que se infiltrou no meio do movimento atacando a Polícia Militar, trazendo todo o transtorno visto.”

 

 

A PM vem trabalhando para melhorar as ações durante protestos, segundo ele. Sobre o bloqueio das ruas em torno do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal, o relações públicas disse que a ação foi necessária para “garantir o funcionamento da sessão plenária que decidiu pelo plano de carreira dos professores”.

 

 

Os professores retiraram o acampamento montado na Rua Alcindo Guanabara, ao lado da Câmara Municipal, na manhã de hoje (2). As nove barracas estavam no local desde a madrugada de domingo (29), quando os profissionais da educação foram expulsos do plenário da Casa. Os professores municipais informaram que a greve vai continuar e uma assembleia está marcada para sexta-feira (4).

 

Agência Brasil

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