Dois anos depois, Edifício Riqueza continua interditado e condôminos farão protesto na Praça Tiradentes

Diversos Papais Noéis, alunos da Escola de Papai Noel do Brasil, uma das empresas prejudicadas, participarão da manifestação no próximo dia 14/10
 

A cena da explosão do restaurante Filé Carioca, localizado no térreo do Edifício Riqueza, o número 9 da Praça Tiradentes, no Centro, que completa dois anos no próximo dia 13, continua bem viva na mente dos cerca de 130 condôminos do prédio. Isso porque todos continuam na rua, sem poder retornar ao edifício, acumulando frustrações e prejuízos ao longo desse período.

 

A tragédia deixou o saldo de quatro mortos e vários feridos, mas destruiu também a vida de comerciantes e empresários que mantinham suas empresas no Edifício Riqueza. Para cobrar providências das autoridades e não deixar que a tragédia entre para a lista das ‘esquecidas’, os condôminos se uniram e constituíram a Associação dos Condôminos do Edifício Riqueza, entidade que vai lutar para que o imóvel seja reformado e possa ser devolvido aos proprietários o mais rápido possível.

 

Para lembrar a data da explosão e o início do drama, a Associação marcou uma manifestação para o próximo dia 14 (segunda-feira), a partir das 10h, em frente ao prédio, na Praça Tiradentes. O aniversário será lembrado com bolo, que terá tarja preta, simbolizando o luto pelo descaso das autoridades, o tradicional ‘Parabéns pra você!’ e faixas de protesto levadas por condôminos e cerca de 20 Papais Noéis, vestidos com suas roupas de trabalho. Todos os integrantes da manifestação também vão usar tarja preta no braço, em sinal de protesto.

 

Uma das empresas prejudicadas com a situação que se arrasta há dois anos é a Escola de Papais Noéis do Brasil, que funcionava no prédio desde sua fundação, em 1993, e por onde já passaram cerca de 500 ‘Bons Velhinhos’. Durante o período da interdição, o diretor da Escola, o ator e produtor cultural Limachem Cherem, tem atendido os interessados em seus cursos de ‘Papais Noéis’ e ‘Noeletes’ em bancos da Praça Tiradentes, num galpão em Realengo ou em uma sala do Rio’s Presidente Hotel, na Rua Pedro I, 19, onde as aulas são realizadas desde a explosão no prédio. O esquema será repetido a partir do próximo dia 15 (terça-feira), quando terá início um novo curso para Papais Noéis.

 

“Temos vivido uma situação realmente muito dramática. Dois anos já se passaram desde a explosão e ainda estamos sem saber o que vai acontecer com o prédio e sem ter onde trabalhar. Tem condômino que perdeu tudo naquela explosão e está sem esperança de encontrar um a seguir. As autoridades precisam dar uma solução para o problema o mais rápido possível”, afirma Limachem Cherem.

 

Assessoria

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