Operação da Polícia Civil prende 25 pessoas no Rio

Os envolvidos no esquema de extorsão a comerciantes foram enquadrados nos crimes de formação de quadrilha e concussão (extorsão praticada por funcionários públicos). Se condenados, a pena pode chegar a 12 anos de prisão
 

Mais duas pessoas foram presas durante a Operação Parasitas, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular um esquema de extorsão a comerciantes. Dos 30 mandados de prisão expedidos pela Justiça do Rio, 25 foram cumpridos. A Secretaria estadual de Segurança informou que foram apreendidos R$ 1,1 milhão em espécie, três espingardas, computadores e documentos que comprovam o esquema de extorsão. Segundo a policia, a quadrilha movimentava cerca de R$ 50 milhões.

 

 

A operação foi deflagrada ontem (03) e, dos 25 presos, 24 eram fiscais da Vigilância Sanitária Municipal e um era gari cedido ao órgão. Os detidos são acusados de cobrar propina para não apontar irregularidades ou aplicar multas. O valor do suborno cobrado pelos fiscais sanitários variava de R$ 150 a R$ 500. O veterinário, apontado pela Polícia Civil como o chefe da quadrilha, continua foragido.

 

 

A maior apreensão feita pela Polícia Civil foi em Campo Grande, na zona oeste do Rio, onde foram encontrados R$ 800 mil em um sítio. Os 30 fiscais foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público. Vinte e sete são fiscais da Vigilância Sanitária do Rio, um é gari da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) e um é proprietário de uma empresa. Entre os denunciados, está também um sócio administrador de uma empresa de arquitetura.

 

 

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco-IE), a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), a Primeira Central de Inquéritos do Ministério Público do Rio de Janeiro e a Subsecretaria Municipal de Vigilância Sanitária participaram da operação.

 

 

Os envolvidos no esquema de extorsão a comerciantes foram enquadrados nos crimes de formação de quadrilha e concussão (extorsão praticada por funcionários públicos). Se condenados, a pena pode chegar a 12 anos de prisão.

 

Agência Brasil

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