Polícia completa ocupação do complexo do Lins sem disparar nenhum tiro

Especialistas avaliaram como positiva a ocupação do estado
 

ocupacao-complexo-do-linsO Complexo do Lins já ocupa uma posição entre as comunidades pacificadas do Rio. A ocupação aconteceu no domingo (6/10) e não houve registro de nenhum confronto entre as autoridades e traficantes do local. Vale ressaltar que a região é formada por 12 comunidades e tem mais de 15 mil habitantes.

 

O Bope (Batalhão de Operações Especiais) deslocou um efetivo de 370 homens que deram suporte ao Batalhão de Choque e policias da PM. A polícia Federal também participou da ação, assim como fuzileiros navais da Marinha e Polícia Civil.

 

O complexo do Lins é formado pelas seguintes comunidades: Cachoeirinha, Cotia, Bacia, Encontro, Amor, Cachoeira Grande, Nossa Senhora da Guia, Dona Francisca, Árvores Seca, Barro Preto, Barro Vermelho, Vila Cabuçu e Santa Teresinha, além do bairro Camarista Méier, onde residem cerca de 4.850 pessoas.

 

Mesmo com a presença da polícia os moradores aparentavam tranquilidade, o comércio permaneceu aberto. O presidente da Associação de Moradores do Bairro Santa Teresinha, Sérgio Sobral, cobrou melhorias sociais a partir de agora. “Independentemente da ocupação, que venha a UPP social, com obras de saneamento e melhorias no abastecimento de água. Também precisamos de um posto de saúde na comunidade, pois quando os moradores precisam de atendimento médico, têm que se deslocar até os bairros próximos, o que é difícil, principalmente para os idosos”, disse Sobral.

 

 

O relações públicas da PM, coronel Cláudio Costa, comemorou o resultado da operação. “Foi mais uma ação de muito sucesso e esperamos por um fim ao que vinha afligindo a comunidade. A gente pede que as pessoas colaborem [nas revistas]. A comunidade vinha pedindo a implementação de uma UPP aqui nesta região. Nós vamos viver um novo momento nessas comunidades”, disse Costa.

 

O governador do Rio, Sérgio Cabral, chegou a comentar a ação e pediu para a população não temer que casos como o do ajudante de pedreiro Amarildo, morto por polícias da UPP da Rocinha, que considerou ser um caso isolado.

 

 

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