Corrida leva inclusão social a moradores da Babilônia e Chapéu Mangueira

Percurso teve largada e chegada na Avenida Atlântica, em Copacabana
 

rio-up-runAs comunidades da Babilônia e Chapéu Mangueira, zona Sul da cidade, receberam na manhã deste domingo (03/11) a 3ª edição da Embratel Rio Up Run, primeira corrida realizada em comunidades pacificadas no Rio de Janeiro, com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. A iniciativa tem como objetivo utilizar o esporte como ferramenta de inclusão social dos moradores.

 

O percurso de 8 km teve largada e chegada na Avenida Atlântica, em Copacabana, incluindo um trecho desafiador, com escadarias e ladeiras, de onde é possível ver a cidade por um ângulo singular. Centenas de jovens das comunidades da Babilônia e Chapéu Mangueira foram capacitados como staff para eventos esportivos, em um projeto oferecido pela organização da corrida.

 

Além deste projeto, os moradores também ganham inscrições gratuitas, como forma de incentivo à prática de esportes, além de melhorias nas comunidades e doação de tênis.

 

O paulista Adilson Dolbrth, de 29 anos, conquistou o primeiro lugar geral da prova ao finalizar o percurso em 28 minutos. O atleta profissional aprovou sua segunda corrida na cidade.

 

“Foi uma ótima experiência. O circuito é um pouco difícil devido à diversidade de obstáculos, o que exige um esforço físico diferenciado. Apesar disso, consegui apreciar o visual deslumbrante da cidade vista das comunidades”.

 

Com o sonho de se tornar profissional, o jovem Virgílio Ribeiro, de 20 anos, ficou satisfeito com o seu resultado.

 

“Treino todos os dias aqui na orla, conheço o circuito de ladeiras, escadas e subidas e isso facilita na hora da competição. O esporte é tudo pra mim. Quero ser profissional e essa iniciativa me estimula”, afirmou Virgílio, que participa da corrida pela segunda vez consecutiva.

 

Lindalva Pereira, de 67 anos, moradora do Chapéu Mangueira, começou a praticar corrida após uma orientação médica. Hoje, a aposentada coleciona cerca de 85 medalhas, três delas adquiridas nas edições do Rio Up Run.

 

“Estava com problemas cardiovasculares quando o médico me orientou a iniciar corridas. Me empolguei e não largo o esporte por nada. Os problemas de saúde foram embora”, disse Lindalva.

 

Policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) também marcaram presença na Rio Up Run. O agente Rafael Sodré, de 31 anos, atleta profissional do batalhão, aproveitou a oportunidade para compartilhar sua experiência de atleta de alto rendimento com com jovens das comunidades.

 

“Essas iniciativas são importantes para amenizar a realidade da comunidade, além de serem uma preparação para os grandes eventos esportivos que serão sediados pela cidade”,  disse Rafael.

 

Participando da categoria PNE (Portadores de Necessidades Especiais), Eduardo Ferreira, de 55 anos, portador de deficiência intelectual, fez questão de vir da Bahia para correr a competição.

 

“Adoro correr no Rio. O clima aqui é muito alegre e esse apoio é fundamental para nos estimular e elevar nossa auto-estima”, disse Eduardo, que pratica a modalidade há mais de 30 anos.

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