Mostra que uniu arte e ciência para investigar os limites entre homem e máquina vira livro pela Coleção Arte & Tecnologia

Exposição teve planta-robô, vírus virtuais e raios-X discutindo os limites entre arte e ciência, corpo humano e máquina
 

O Oi Futuro lançará o 80º livro da sua Coleção Arte & Tecnologia no dia 25 de novembro, às 19h30, no seu centro cultural no Flamengo. “MACHINARIUM” registra a exposição homônima, que ficou em cartaz de 14 de julho a 8 de setembro deste ano, com criações de sete artistas visuais contemporâneos sob curadoria de Marisa Flórido. Tais criações foram feitas a partir de novas tecnologia, com a intenção de explorar o limiar entre homem e máquina, corpo e imagem, carne e artifício, vida e codificação científica, criação e morte. 

 

 

A mostra reuniu instalações, vídeos, projeções, fotografias e objetos em grande parte apresentados para o público brasileiro pela primeira vez. Para os sete artistas selecionados – Cris Bierrenbach, Guto Nóbrega, Herwig Turk, Joseph Nechvatal, Marta de Menezes, Monica Mansur e Steve Miller – a ciência é ferramenta conceitual ou estética.

 

“A Coleção Arte & Tecnologia chega à marca dos 80 livros com o registro de uma das exposições mais significativas para o conceito do Oi Futuro, nos últimos tempos”, aponta o diretor de cultura do Oi Futuro, Roberto Guimarães. “MACHINARIUM afinou-se totalmente com a missão do Oi Futuro, que sempre foi de evidenciar as relações estabelecidas há séculos entre ciência e arte, indicando como o cruzamento entre esses campos do conhecimento humano continuam a influenciar a arte contemporânea”, conclui.

 

Para a curadora Marisa Flórido, é no corpo artificial que se projeta a complexa mecânica das ligações e sentimentos humanos. “Máquinas são concebidas como organismos: a robótica cria híbridos, vírus se propagam pela internet, corrompendo os aparelhos, seus programas, suas imagens”, diz, acrescentando que, no entanto, sobre as máquinas nas artes projetam-se sentimentos e desejos, terrores e prazeres humanos. “Sobre elas se refletem a atração entre os sexos, as relações de poder entre os homens, entre o homem e o mito, o homem e o estranho que o habita, entre criador e criatura. Ressoam, em sua mecânica, o erotismo, a potência de criação e destruição, o poder e o controle, a servidão e a rebelião (do homem e do autômato), a razão e o nonsense, as crenças religiosas e as angústias da finitude”, completa.

 

Assessoria

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