Passageiros de trens vão economizar R$100 de café da manhã

Refeição será dada a passageiros da Supervia que têm gratuidade, os demais pagarão R$ 0,35
 

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Os passageiros da SuperVia poderão economizar cerca de R$ 100 por mês se deixarem de tomar café da manhã na rua e fizerem a refeição em oito estações de trem. Em fase de licitação, o projeto do Governo do Estado vai doar até 1,7 mil kits a pessoas que têm gratuidade no transporte, como idosos, estudantes e portadores de necessidades especiais. Outros 17 mil serão postos à venda para os demais pasageiros por R$ 0,35. Os lanches – compostos por pão com margarina, café com leite ou suco e uma fruta – estarão disponíveis de segunda a sexta- feira, até as 8h30, nos terminais de Saracuruna, Japeri, Queimados, Duque de Caxias, Belford Roxo, Bangu, Campo Grande e Santa Cruz.

 

 

 

Em bares, lanchonetes e padarias, uma simples média com pão na chapa custa até 12 vezes mais caro. Pesquisa em estabelecimentos próximos às estações mostrou que os usuários poderão deixar de gastar até R$ 94,82 por mês se optarem pelo kit em vez de tomar café da manhã no comércio do bairro.

 

 

 

Em um bar localizado no calçadão em frente ao terminal ferroviário de Duque de Caxias, por exemplo, o pão com manteiga e café com leite sai por R$ 4,50. Ao pagar R$ 0,35 pelo lanche similar que será vendido na estação, o cliente vai economizar 92% (R$ 4,31) e ainda ganha uma fruta (tabela abaixo).

Para a analista de negócios Gisele Melo, de 29 anos, o gasto com café da manhã fora de casa vai diminuir até mais. Com a correria do dia a dia, a moradora de Caxias deixa para fazer a refeição da manhã na Tijuca, onde trabalha. Como não consegue gastar menos do que R$ 5 pelo lanche, vai economizar cerca de R$ 100 mensalmente. – Tomo o café da manhã no trabalho. Gasto uns R$ 5 ou R$ 6 por dia. Pagar R$ 0,35 vai fazer muita diferença no meu orçamento. Sem falar que vou poder comprar o kit e ir comendo no trem – disse Gisele.

 

 

 

Terminando de tomar o café da manhã em uma lanchonete na estação de Bangu, o aposentado Manoel Heliodoro, de 74 anos, ficou satisfeito em saber que terá uma refeição mais saudável e de graça. – Sempre tomo pingado antes de pegar o trem. Quando estou com mais fome, gasto uns R$ 3. Receber um lanche reforçado e de graça na plataforma vai ajudar a começar bem o dia – afirmou Manoel.

 

 

 

A licitação do projeto está marcada para o próximo dia 26 e, se nenhuma empresa participante entrar com recurso, o serviço será retomado imediatamente. Através dos subsídios, o Estado vai investir R$ 7,5 milhões no programa. – Era importante realizar o projeto para melhorar a nutrição dos passageiros – explicou o secretário de Assistência Social, Zaqueu Teixeira.

 

 

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