Projeto Paz com Voz chegará em janeiro de 2014 a áreas pacificadas

Ouvidoria receberá críticas e denúncias de moradores. Disque UPP será ampliado
 

UPP-Complexo-do-AlemaoEm janeiro de 2014, comunidades pacificadas do Rio vão receber o Paz com Voz, canal direto de interlocução, que funcionará como ouvidoria das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O projeto tem como objetivo estabelecer uma aproximação com a comunidade, obtendo informações, sugestões, elogios e denúncias. Itinerante, a ouvidoria funcionará em uma viatura e estará, a cada semana, em uma UPP.

 

Alguns dos policiais do projeto vão percorrer a comunidade a pé, fazendo visitas e ouvindo os moradores. Outra parte ficará na viatura. Além dessa presença física nas comunidades, a Polícia Militar vai criar um canal de comunicação por e-mail e ampliará o atendimento pelo Disque UPP (2334-7599). A estrutura do atendimento será de dez policiais, incluindo o serviço telefônico e a produção de documentos e tramitação das denúncias.

 

A previsão é de que quatro policiais por dia fiquem na rua, incluindo a tenente Tatiana Lima, que está sendo especialmente capacitada para a função, através da Associação Brasileira de Ouvidores. Na Coordenadoria de Polícia Pacificadora, será montada uma estrutura para processar e dar andamento às informações que chegam.

 

“A ideia é que o Paz com Voz seja um canal de aproximação com os moradores, uma possibilidade que a comunidade vai ter para contatar direto o comando da UPP”, explicou o coordenador das Unidades de Polícia Pacificadora, Frederico Caldas.

 

Haverá um cronograma de visitas semanais definido, mas, na hipótese de haver um problema em alguma UPP, a viatura poderá ser deslocada para atender a situação emergencial.

 

“É fundamental que a ouvidoria possa identificar se é necessário que seja aberto um canal de comunicação imediato. O nome Paz com Voz é uma provocação bem humorada à música do Rappa Minha Alma, que fala sobre paz sem voz. Queremos que os moradores percebam que, além da paz, eles agora têm voz”, afirmou Caldas.

 

 Governo do Rio

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