Trânsito e transporte são os maiores problemas do Rio de Janeiro

Levantamento inédito realizado pelo Sindicato Nacional de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco) mostra que o trânsito e o transporte público são os maiores problemas de infraestrutura do Rio de Janeiro
 

De acordo com 58% dos entrevistados, os problemas relacionados a mobilidade urbana são os que causam maior impacto na vida da população carioca.  E não é para menos. Na última década, a frota de veículos na capital carioca teve um crescimento acumulado de 17,97%. Além disso a taxa de crescimento da frota nas cidades conurbadas é de 8,23% ao ano. Em algumas cidades o índice de crescimento foi o dobro como, por exemplo, em Belford Roxo, Mesquita e Duque de Caxias, que registraram elevações de 12,14%, 14,33% e 9,62%, respectivamente. 

 

 

De acordo com o presidente do Sinaenco RJ, Márcio Amorim, os resultados da pesquisa não representam uma surpresa. Ele credita os problemas de congestionamento a uma falta de planejamento sério e consistente. Para Amorim, os investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana não acompanharam o mesmo ritmo da expansão vigorosa da indústria automobilística: com o aumento real da renda do trabalhador, os incentivos fiscais oferecidos pelo governo federal e a ascensão de uma parcela considerável da população à classe média, muitos indivíduos passaram a comprar seu carro próprio. “Os reflexos desse descompasso podem ser vistos, diariamente, nas ruas do Rio de Janeiro”, destaca Amorim. O levantamento, que já foi realizado em outras dez capitais, ouviu 400  pessoas no Rio de Janeiro de 4 a 11 de novembro.

 

 

A área de saneamento – incluindo a coleta e o tratamento de esgotos sanitários, a deficiência da coleta do lixo, a ausência de ações de macrodrenagem, a limitação de impermeabilização do solo, favorecendo, cada vez mais, a ocorrência de alagamentos, deslizamentos e enchentes -, entre outras questões essenciais à qualidade de vida, foi lembrada por 12% dos entrevistados.

 

 

 “De olho no futuro – Vamos pensar juntos o futuro das nossas cidades”

O levantamento é parte do evento “De olho no futuro: como estará Rio de Janeiro daqui a 25 anos?”, realizado pela entidade. Para ajudar a população, autoridades e técnicos a promover reflexões sobre esses temas importantes, o Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia) realiza neste dia 26 de novembro o seminário “De Olho no Futuro: Como estará o Rio de Janeiro daqui 25 anos?”, no hotel Windsor Guanabara. Este evento é o 11º do ciclo de seminários que será realizado em comemoração aos 25 anos do sindicato. 

 

 

O encontro conta com palestrantes com ampla experiência em planejamento urbano e infraestrutura, que vão enriquecer as discussões em torno da mobilidade urbana, sustentabilidade, saneamento e habitação do Rio nos últimos e próximos vinte e cinco anos. 

 

Para ter acesso ao programa do evento, realizar as inscrições, que são gratuitas, e contribuir com propostas basta acessar o hotsite da campanha www.olhonofuturo.org.br. “Esta é uma das formas de buscarmos melhor qualidade de vida para as atuais e futuras gerações de cariocas. Pensar antes, para fazer melhor, ou seja, a síntese do planejamento”, ressalta o Amorim. 

 

 

Informações à imprensa: Rodrigo Prada

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