Programa de Atendimento Domiciliar ao Idoso completa três anos de sucesso

Mais de 6,5 mil pacientes já foram beneficiados pelo trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde, que atende atualmente a 1.083 idosos
 

O Programa de Atendimento Domiciliar ao Idoso (PADI) completa três anos de serviços prestados junto à população. Mais de 6,5 mil pacientes já foram beneficiados pelo trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde, que atende atualmente a 1.083 idosos. O sucesso da iniciativa pode ser constado na alegria estampada no rosto de Lindalva Meira de Angelis, 93 anos, assistida pelas equipes do PADI há dois anos. Dona Linda, como é chamada por todos, mora com o filho José Paschoal de Angelis, 75 anos, em Copacabana, e se mostra encantada com o atendimento recebido.

 

Programa de Atendimento Domiciliar ao Idoso completa três anos de sucesso

 

– Gosto demais desses meninos e dessas moças. Tudo isso é muito bonito e fico feliz quando eles chegam. É bom receber a visita desses jovens – disse a sorridente senhora.

 

Lançado pela Prefeitura do Rio em agosto de 2010, o serviço é voltado para pessoas com mais de 60 anos portadoras de doenças crônicas ou que necessitem de cuidados contínuos que possam ser feitos na própria residência do assistido. Tendo como principais benefícios a aceleração da recuperação, a redução do tempo médio de internação hospitalar e a liberação dos leitos para outros pacientes, o trabalho conta com 19 equipes formadas por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas funcionais e odontólogos.

 

No caso de Dona Linda, o filho Paschoal, aposentado, revelou que a mãe enfrentou sérios problemas de pressão em dezembro de 2011, situação agravada por um AVC que já havia sofrido. Levada para a emergência do Hospital Municipal Miguel Couto, a idosa ficou internada por duas semanas. Procurado pelos médicos, Paschoal foi informado sobre o novo serviço oferecido e resolveu apostar no tratamento domiciliar:

 

– Eu só tenho elogios para essas equipes de profissionais que dão assistência para a minha mãe. É um orgulho para todos nós cariocas contarmos com um serviço tão bem realizado. Caso tivesse ficado no hospital, a recuperação dela teria sido muito mais difícil, talvez nem estivesse mais aqui entre nós.

 

Grande parte dos atendidos são moradores de comunidades carentes

 

SEgundo a geriatra Germana Périssé, gerente do PADI, o programa liberou logo nos dois primeiros anos de funcionamento mais de seis mil leitos. O número demonstra o êxito do serviço na rede municipal, que conta com pouco mais de cinco mil leitos.

 

– O programa possibilitou o aumento de leitos na rede hospitalar municipal. São pacientes que estão clinicamente estáveis e necessitam de cuidados como fisioterapia, ortopedia, nutrição, cardiologia, entre outros, de forma que possam ficar em casa e ter continuidade de sua rotina. O sucesso do programa tem essa vertente da diminuição da internação com o acolhimento da família ao paciente. Com nosso trabalho a família fica mais segura inclusive no momento da alta do paciente – explicou Germana.

 

Flávia Fraushes de Andrade, 36 anos, é fisioterapeuta e integra uma das equipes que atendem Dona Linda. Ela contou que tem mais de 140 pacientes dentro do programa, sendo que grande parte deles são moradores de comunidades como Rio das Pedras e Gardênia Azul, na Zona Oeste, e Rocinha, Cantagalo, Babilônia e Chapéu Mangueira, na Zona Sul.

 

– Temos muitos casos de fraturas, já que as quedas acontecem com frequência nesse grupo da terceira idade. Fazemos todos os acompanhamentos de reabilitação e orientamos sobre os exercícios que devem ser feitos em casa. Temos uma escala, chamada Bartel, que quando o paciente atinge 100% damos alta. Dona Linda, por exemplo, está com 45% nessa escala. No início do tratamento ela não saía da cama, e agora pede até para passear. Ela está bem de saúde, mas pela idade avançada vamos manter o monitoramento.

 

Esse não é o caso de Ophélia dos Santos Menezes, que está prestes a completar 80 anos. Ela é a paciente número um do PADI, atendida em 2010 no Hospital Salgado Filho, no Méier. Moradora do Pechincha, Dona Ophélia teve alta em casa um ano depois do início do tratamento, conforme lembrou o filho Antonio Marcos dos Santos Menezes.

 

– Ela teve um grave problema na perna após uma queda. Devido a prejuízos na circulação sanguínea, o local necrosou. Na época, morávamos em Madureira e os médicos me falaram sobre o atendimento domiciliar. Optei pelo tratamento em nossa residência após um mês de internação. Não me arrependi da minha escolha, pois minha mãe hoje está ótima. Ela ficou mais à vontade em casa e deu tudo certo. Os médicos foram maravilhosos – contou o autônomo Antonio Marcos.

 

O Hospital Paulino Werneck, na Ilha do Governador, foi o pioneiro da rede municipal a trabalhar dentro do programa. Atualmente, as equipes do PADI estão baseadas, além do Paulino Werneck, nos hospitais Souza Aguiar, Miguel Couto, Salgado Filho, Lourenço Jorge, Francisco da Silva Telles e Hospital Pedro II. As equipes do PADI percorrem as unidades hospitalares e identificam os pacientes com o perfil para receber o serviço. O segundo passo é dado pelos hospitais, em parceria com a coordenação do programa, onde os doentes estão acamados. As famílias são consultadas e informadas sobre todos os procedimentos do serviço. A adesão ao programa é feita somente com a concordância dos familiares.

 

Entre os tipos de atendimento mais frequentes estão os neurológicos, ortopédicos e cardiológicos, nesta ordem. Foi notada melhora boa ou muito boa em 85% dos idosos assistidos. Apenas 3,7% dos pacientes atendidos precisaram de reinternação.

 

Desde seu lançamento, em agosto de 2010, mais de 327 mil procedimentos foram realizados nos idosos assistidos. Os pacientes contam com o serviço da Central de Atendimento 1746, que funciona 24 horas, e também têm acesso direto às equipes do programa. O tratamento personalizado propicia melhores resultados em menor tempo.

 

Prefeitura do Rio

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