Rio de Janeiro vence prêmio com trabalho social em comunidades

Governo foi premiado com os projetos Comunidade Sustentável e PAC favelas
 

Teleférico do AlemãoDois projetos desenvolvidos pela equipe de Trabalho Social do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) – vinculada à Emop (Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio) – foram selecionados entre os 20 finalistas ao prêmio Melhores Práticas de Gestão Local, promovido pela Caixa Econômica Federal. Criado em 1999, o programa é inspirado no Best Practices and Local Leadership Programme da ONU/Habitat e coloca em prática a Agenda Habitat, documento das Nações Unidas que reúne diretrizes para criar padrões de vida sustentáveis em assentamentos. Um dos objetivos do programa é fazer com que experiências bem sucedidas que serviram para melhorar a qualidade de vida das pessoas sejam valorizadas e disseminadas por todo o Brasil.

 

 

Esse ano a Emop inscreveu três projetos: Oficina do Imaginário, Comunidade Sustentável e PAC favelas. Os dois últimos foram os premiados. A cerimônia de premiação aconteceu na última terça-feira (03/12), em Brasília. O prêmio, que é promovido a cada 2 anos, reconhece práticas com os temas Habitação, Gestão Ambiental e Saneamento, Gestão Municipal, Desenvolvimento Local e Inclusão Social, e Trabalho Social. Os vinte trabalhos vencedores serão traduzidos para idiomas estrangeiros, podendo concorrer ao prêmio internacional que será promovido pela ONU no próximo ano, em Dubai.

 

 

“Nos últimos seis anos, ou seja, desde quando começou o PAC, já inscrevemos seis projetos. No primeiro ano, em 2009, inscrevemos o programa chamado A alma do PAC, falando sobre a metodologia do trabalho social integrado com as obras nas comunidades da Rocinha, Complexo do Alemão e Manguinhos. Ganhamos o primeiro lugar do país inteiro e recebi o prêmio das mãos da Dilma, atual presidenta, que na época era ministra”, explicou a coordenadora do Trabalho Social, Ruth Jurberg.

 

 

No ano de 2011 /2012, o Governo do Estado por meio do Trabalho Social teve dois projetos premiados: o Rocinha e suas Cores, que abordou o Trabalho Social realizado na Rocinha durante o PAC 1, e o “Une Manguinhos” que aborda a questão das obras realizadas em Manguinhos com a participação e integração do Trabalho Social.

 

“É muito gratificante ver o nosso trabalho sendo reconhecido, pois foi um trabalho de muito esforço e grandes desafios. Estas oportunidades só aconteceram porque houve um grande encontro de pessoas que acreditam nele. É uma grande conquista do governo. Além de ganhar destaque nacional, os projetos do PAC vêm ganhando reconhecimento em diversos países como a Argentina, Palestina, Israel, Venezuela, África, Índia, Moçambique, entre outros”, disse Ruth Jurberg.

 

Conheça os projetos vencedores:

Comunidade Sustentável

As comunidades do Pavão- Pavãozinho e Cantagalo receberam campanhas como o Limpando a Área, conduzida pelo boneco Limpinho. A ação atuou em cada microterritório, ensinando a forma correta de realizar o despejo do lixo. Já a campanha Minha Casa é um Jardim atuou junto às antigas moradoras, transformando as lajes em “pátios verdes”, com espécies úteis para medicamentos, higiene e também artesanato.

 

 

Outra iniciativa foram a qualificação de lideranças para atuarem nas ações comunitárias; o desenvolvimento de atividades vinculadas à promoção das habilidades profissionais, com capacitação nos mercados de turismo e gastronomia, fomentando a empregabilidade dos moradores locais; e o redescobrimento da Mata do Alto do Morro, coma criação de eco trilha turística.

 

PAC favelas

O Complexo do Alemão, formado por 15 comunidades, foi escolhido para implementação do PAC com o desafio de enfrentar problemas de acessibilidade e mobilidade, precariedade urbanística/habitacional, desemprego e violência.

 

 

Foram criadas ações de empregabilidade para egressos do sistema penitenciária em projetos de reciclagem de lixo e óleo de cozinha. Destacaram-se as ações de educação ambiental como um eixo forte para as comunidades, além de projetos de capacitação na arte de mosaico, reciclagem de materiais, bijuterias, moda, gastronomia, teatro, dança e turismo de base comunitária, com capacitação de 80 jovens do Complexo do Alemão para atuarem como guias turísticos, tendo como atrativos básico o teleférico.

 

 

O total de investimentos viabilizou melhorias na infraestrutura urbana da comunidade com a implantação de esgotamento sanitário, abastecimento de água, iluminação, pavimentação, obras viárias, drenagem pluvial, contenção de encostas, regularização fundiária de 18 mil residências, edificação de 920 unidades habitacionais, construção de equipamentos comunitários e de um teleférico.

 

Governo do Rio

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