Rio lança o Pacto do Rap e comemora o 3º aniversário do Circuito Carioca de Ritmo e Poesia

O Programa de Desenvolvimento Cultural Carioca de Ritmo e Poesia tem como objetivos valorizar a produção musical contemporânea para integrar a música e a população em espaços públicos
 

Cerca de mil pessoas participaram, nesta terça-feira (03/12), do 3º aniversário do Circuito Carioca de Ritmo e Poesia (CCRP) e da Roda Cultural na Enseada de Botafogo, ao lado do Mourisco, Zona Sul do Rio. A celebração marcou o lançamento do Programa de Desenvolvimento Cultural Carioca de Ritmo e Poesia, ou “Pacto do Rap”, como ficou conhecido o decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes em 10 de dezembro de 2012, que reconhece oficialmente o Circuito. O evento foi organizado pelo Instituto EixoRio — núcleo de articulação urbana da Prefeitura do Rio — e o CCRP.

 

 

O presidente do Instituto EixoRio, o rapper Marcello Dughettu, classificou como um marco a comemoração do 3º aniversário do Circuito Carioca de Ritmo e Poesia (CCRP).

 

 

— Essa conexão é muito especial, pois movimenta a cena urbana e ocupa o espaço público com uma garotada que está ansiosa para mostrar o seu trabalho. Sem dúvida, esse espaço é uma vitória dessa galera e o prefeito mostrou o quanto está sensível ao que acontece na cidade — analisou Dughettu.

 

 

Um das atrações da festa foi o encontro de MC’s com os músicos da Banda Sinfônica da Guarda Municipal do Rio de Janeiro. O desafio em freestyle (estilo livre) agradou ao público e mostrou a versatilidade da Banda GM-Rio. Três saxofonistas e um pistonista subiram ao palco e acompanharam as performances dos MC’s. Pela primeira vez, a banda participou de um evento que promove manifestações culturais associadas ao mundo do Rap e do Hip Hop. O maestro Bruno Rodrigues criou dois arranjos especiais: uma versão em ritmo afro da música “Mais Que Nada”, de Jorge Ben Jor, e um medley com canções do astro pop Michael Jackson.

 

 

O maestro Bruno Rodrigues comentou a experiência: — Estamos habituados a participar de eventos em locais públicos, com objetivo de resgatar a cultura e difundir a musicalidade, mas dessa vez mostramos a versatilidade da banda em companhias muito agradáveis, o que nos deixa muito feliz — observou.

 

 

Para o MC Rico, que participou do encontro com os músicos da Banda da Guarda Municipal,  o evento mostrou o quanto é importante celebrar a comunhão de ritmos: — O metal é muito importante para o hip hop porque é um ritmo que recicla os outros ritmos. Foi realmente uma soma muito legal e o público gostou. Sem dúvida, o casamento dos metais e as rimas ficaram demais — disse ele.

 

 

 

Frequentadoras das rodas de rima na Enseada de Botafogo, as estudantes Alexia Vital, 19 anos, e Luiza Sales, 18, aprovaram a iniciativa de combinar o som dos MC’s e DJ’s com a banda. — Achei essa combinação do ritmo underground com a cultura popular muito legal. Acho que esse tipo de mescla deveria ser levado a outros pontos da cidade — analisou Luiza.

 

 

 

Pacto do Rap

O decreto nº 36.201 assinado pelo prefeito Eduardo Paes em 10 de dezembro de 2012 reconheceu oficialmente o CCRP, estipulou apoio financeiro e estrutural ao Circuito e estimula as manifestações culturais populares na cidade. O Programa de Desenvolvimento Cultural Carioca de Ritmo e Poesia ou Pacto do Rap tem objetivo de valorizar a produção musical para integrar a música e a população em espaços públicos, além de difundir ritmos originados do hip hop e de outros gêneros produzidos nas rodas do CCRP.

 

 

— A assinatura do decreto é um divisor de águas para quem atua no movimento. O “Pacto do Rap” não só trará mais visibilidade para as rodas e os artistas envolvidos como nos ajudará a fazer o mapeamento destes artistas, até então não reconhecidos — diz o produtor cultural Djoser Botelho, um dos fundadores do Circuito.

 

 

 

Semanalmente, o CCRP reúne centenas de pessoas em praças ou áreas públicas em oito bairros da cidade – Bangu (domingo), Botafogo (terça), Freguesia (quarta), Lapa (sábado), Manguinhos (segunda), Méier (quarta), Recreio (quinta) e Vila Isabel (quinta) – para promover rodas culturais. Microfones abertos para MCs e suas rimas de improviso, skate e grafite são algumas das diversas manifestações artísticas que, em comum, têm a cultura hip hop no DNA.

 

 

O Programa de Desenvolvimento Cultural Carioca de Ritmo e Poesia tem como objetivos valorizar a produção musical contemporânea para integrar a música e a população em espaços públicos; difundir os ritmos originados do hip hop e de outros gêneros musicais produzidos nas rodas do CCRP.

 

 

Prefeitura  do  Rio

 

 

0 comentários