Série UPP 5 anos de pacificação: Aumenta a qualidade de vida em áreas com UPPs

Pacificação estimula o desenvolvimento econômico e social
 

O processo de pacificação das comunidades do Rio de Janeiro ampliou o número de alunos matriculados, aumentou o volume de negócios e de serviços e ainda estimulou projetos de urbanização. O resultado é o crescimento da qualidade de vida dos moradores que vivem em áreas com UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). O chamado “Efeito UPP” trouxe desenvolvimento para 36 regiões. 

 

 

 

Nas escolas, por exemplo, o número de alunos matriculados dobrou. Já os negócios locais foram estimulados com as operações de microcrédito da AgeRio (Agência Estadual de Fomento) e o incentivo à capacitação dos trabalhadores.  

 

 

 

Investimentos de R$ 1,6 bilhão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) agilizaram obras de infraestrutura.

 

 

 

Urbanização é prioridade nas comunidades

A urbanização das comunidades pacificadas é uma das prioridades do Estado. A parceria com o governo federal nos Complexos do Alemão, Manguinhos, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Cantagalo e Santa Marta foi essencial para a implantação dos empreendimentos. 

 

 

Com recursos do PAC, foram construídas 2.467 moradias, além de unidades de saúde, escolas, redes de distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto, além de áreas de lazer.

 

 

O Complexo do Alemão, na Zona Norte, por exemplo, ganhou 920 unidades habitacionais, uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e o Colégio Jornalista Tim Lopes. O teleférico local é outro empreendimento que facilitou a vida dos moradores. Mais de sete milhões de pessoas já passaram pelo sistema de transporte de massa por cabos.

 

O PAC Manguinhos, na Zona Norte, que conta com recursos de  R$ 574 milhões, prevê a construção do Colégio Compositor Luiz Carlos da Vila, do Complexo de Atendimento à Saúde, de um complexo esportivo, além da implantação de 1.048 moradias, entre outras melhorias.

 

 

 

Número de alunos matriculados cresce em regiões pacificadas

Rede estadual recebe mais estudantes regulares e instala novas unidades

 

Atualmente, a rede estadual conta com 106 colégios no entorno das regiões com UPPs.  Em 2011, as 24 escolas dentro das comunidades tinham 7.474 estudantes. Este ano, o número de alunos matriculados foi de 15.205.  A Secretaria de Educação já tem previsão de aumentar o alcance das salas de aulas.

Em janeiro de 2014, o novo prédio do Colégio Olga Benário será aberto. A escola, que atualmente funciona em um edifício pequeno em Bonsucesso, terá 3.780 alunos. A nova instalação contará com 28 salas de aula, auditório, biblioteca e piscina. 

 

Este ano, o Colégio Reverendo Hugh Clarence Tucker, no bairro da Gamboa, próximo ao Morro da Providência, foi inaugurado com capacidade para receber 1,2 mil alunos em três turnos. A unidade conta com 10 salas de aula, além de laboratórios de ciências e informática, sala de artes, refeitório e quadra de esportes. No Complexo do Alemão, o Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente Theophilo de Souza Pinto passa por uma reforma geral e vai ganhar um auditório.

 

No próximo ano, o programa Caminho Melhor Jovem vai trazer mais inclusão social para moradores entre 15 e 29 anos. O projeto vai melhorar os indicadores educacionais, por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do aumento da alfabetização nas áreas com UPP.

 

Oportunidades de capacitação são ampliadas

 

A pacificação abriu ainda um novo horizonte de possibilidades na capacitação profissional de moradores. Em julho deste ano, a Secretaria de Trabalho e Renda levou a Casa do Trabalhador às comunidades de Manguinhos e Jacarezinho, na Zona Norte. 

 

O espaço passou a oferecer serviços de geração de emprego e renda, com 10 salas e capacidade para atender 800 pessoas por dia. Até novembro, a Casa do Trabalhador fez 7.321 atendimentos na comunidade. Ao todo, 1.671 trabalhadores se cadastraram no balcão de empregos, dos quais 1.531 foram selecionados para vagas. 

 

As áreas com UPPs também contaram com as Caravanas do Trabalho e os postos do Sistema Nacional de Empregos (Sine).  Pela primeira vez, os moradores conseguiram emitir as 1ª e 2ª vias da carteira de trabalho na própria comunidade.

 

Empreendedores abrem o próprio negócio

 

Empreendedores, mesmo informais, receberam consultoria técnica e educação financeira por meio da AgeRio (Agência Estadual de Fomento). Até o fim deste ano, dois mil moradores das comunidades pacificadas ou do entorno já terão montado o próprio negócio com a ajuda da agência. 

 

A previsão é de que sete mil operações de microcréditos sejam realizadas até dezembro de 2014, e 20 mil até 2018. No total, a agência realizou investimentos de R$ 10 milhões nos pequenos negócios e, para o fim do ano que vem, este número deve chegar a R$ 35 milhões.

 

Os setores que mais recebem financiamento são os de Vestuário (20,7%), Comércio de Alimentos (16,4%) e Beleza e Estética (14,1%). A taxa de inadimplência é baixa. Apenas 0,68% dos microcréditos não foram pagos em dia. Os empréstimos vão de R$ 300 a R$ 15 mil, com taxa de 0,25% ao mês com prazo de dois anos para quitar o crédito. O empreendedor pode adquirir mercadorias e equipamentos, além de reformar o estabelecimento.

 

As comunidades atendidas pela agência são Sereno, Fé, Parque Proletário, Vila Cruzeiro, Chatuba, Adeus, Baiana, Batan, Fumacê, Nova Brasília, Complexo do Alemão, Fazendinha, Mangueira, Tuiuti, Formiga, São Carlos, Andaraí, São João, Matriz, Quieto, Manguinhos, Jacarezinho, entre outras.

 

 

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