Floricultura no estado movimenta R$ 576 milhões em 2013

Valor é 23% superior ao faturamento registrado no ano anterior
 

Mais do que beleza e cor, a floricultura no Estado do Rio de Janeiro dá demonstrações de que o segmento está consolidado e ganha papel importante na economia rural. Em 2013, a atividade movimentou 23% a mais do que no ano anterior. Segundo dados do Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura, R$ 576 milhões foram gerados pela produção fluminense de flores e plantas ornamentais.

 

 

Para o secretário de Agricultura, Christino Áureo, essa evolução é decorrente da profissionalização da atividade nos últimos anos, modernização das técnicas de cultivo, introdução de novos cultivares, diversificação da produção regional e oferta de crédito para investimento e custeio.

 

 

“Através do Florescer, nosso programa de fomento à floricultura do estado, temos intensificado as ações, especialmente na capacitação de produtores, preparando nossos produtos para competir e conquistar espaço, tanto no Rio de Janeiro quanto para atender outras unidades da federação”, destacou.

 

 

Ainda de acordo com o secretário, há sete anos, os produtos da floricultura fluminense participavam com apenas 18% na oferta local. Atualmente, este mercado é abastecido com aproximadamente 80% da produção procedente dos municípios fluminenses.

 

 

O aumento registrado é resultado de políticas públicas estaduais, que garantiram ao Rio de Janeiro a posição de segundo maior polo de produção e consumo de flores no país, segundo dados do Ibraflor.

 

 

Atualmente 52 municípios trabalham com floricultura, envolvendo 1.020 produtores, com destaque para as Regiões Serrana e Metropolitana. Sua recente expansão para as regiões Sul, Norte e Noroeste fluminense tem sido bem sucedida com a produção das espécies tropicais.

 

 

A coordenadora do Programa Florescer, da secretaria estadual de Agricultura, Nazaré Dias explica que o crescimento verificado nos últimos anos, foi favorecido pela característica fundiárias das propriedades rurais no estado, que utilizam pequenas áreas, com predominância da mão de obra familiar.

 

 

“A atividade responde atualmente por 18 mil postos de trabalho, desde a produção, passando pelo mercado, até os serviços de apoio”, revelou.

 

 

Ela acrescentou que, apesar do otimismo com os números crescentes, o setor ainda precisa avançar mais para ocupar todo o potencial de seu mercado. A melhoria da qualidade e padrão das rosas, por exemplo, é uma das necessidades a serem superadas. O objetivo é reduzir, cada vez mais, a importação dessas espécies.

 

 

“Outro segmento que merece nossa atenção é o de flores envasadas, como antúrios, begônias e orquídeas, entre outras. Com utilização de técnicas mais avançadas é possível conquistar esse nicho de mercado, hoje muito dependente da importação de outros estados”, concluiu

 

 

Para 2014, levantamentos do Ibraflor preveem o crescimento médio do setor de 8 a 10% em todo o país.

 

 

 

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