PM realiza capacitação para atuação na ouvidoria das UPPs

Projeto Paz Com Voz terá sede fixa e itinerante para atender às demandas das comunidades pacificadas
 

treinamento-ouvidoria-UPPA Coordenadoria da Polícia Pacificadora (CPP) vai criar uma ouvidoria para ampliar a comunicação com os moradores de comunidades pacificadas. Com funcionamento previsto para fevereiro, o serviço que será chamado de Paz com Voz terá estrutura fixa e itinerante. Dezesseis policiais estão sendo preparados para trabalhar no serviço, que receberá elogios, críticas e denúncias. Nesta segunda-feira (27/1), PMs selecionados para a tarefa de auxiliares iniciaram um estágio probatório na sede da CPP, no Complexo do Alemão.

 

 

O treinamento, que terá duração de uma semana, conta com o apoio de membros da Associação Brasileira de Ouvidores /seção RJ e está sendo organizado pela Lupa Consultoria e Treinamento.

 

 

“Nosso objetivo é criar mais um canal entre a comunidade e a polícia. É uma forma de fazer valer a opinião da comunidade. Estamos capacitando os policiais selecionados para trabalhar no serviço. Temos na turma psicólogos, assistentes sociais, formados em Direito, e eles contribuirão para que o atendimento à população seja o melhor possível”, explicou a primeira tenente da PM, Tatiana Lima, responsável pelo serviço.

 

 

Entre os temas abordados na capacitação estão o perfil do ouvidor, o papel da ouvidoria nas organizações, saber ouvir, a história da ouvidoria e a legislação pertinente, a diferença entre SAC e Fale Conosco, além de assuntos como gestão de pessoas, tramitação de informações, casos frequentes e treinamento de software.

 

 

“Um ouvidor precisa trabalhar em função daquele que traz a reclamação, que se manifesta. É uma atividade fundamental, que é trazer para a gestão as lacunas da organização percebidas pelo cidadão”, disse o presidente da Associação Brasileira de Ouvidores, professor Rui Barros Maldonado.

 

 

Mais interação entre a corporação e a população

Para a soldado da PM, Josiane Pereira Silva, de 27 anos, a tarefa de ouvidora será fundamental para garantir que a comunicação se dê sem ‘ruídos’.

“Estamos empolgados com o novo trabalho, vamos usar os meios de internet e telefone, mas também trabalharemos com o contato pessoal, já que o serviço também atuará de forma itinerante “, afirmou a policial.

 

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