Prefeitura inicia operações da primeira Central de Triagem de materiais recicláveis

Ao lado do presidente da Comlurb, Vinícius Roriz, e do secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Marcus Belchior, o prefeito falou sobre a importância desse projeto para a cidade
 

O prefeito Eduardo Paes participou, na manhã de quinta-feira (02/01), do início das operações da primeira Central de Triagem (CT) de materiais recicláveis, em Irajá. Com logística de fluxo de produção e esteira mecânica para agilizar o processo de triagem, a Central pode receber até 20 toneladas/dia de materiais e e vai gerar até 200 postos de trabalho para catadores. A Central faz parte do programa de ampliação da Coleta Seletiva na cidade. Até 2016, outras cinco unidades estarão em funcionamento.

 

Prefeitura inicia operações da primeira Central de Triagem de materiais recicláveis

Ao lado do presidente da Comlurb, Vinícius Roriz, e do secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Marcus Belchior, o prefeito falou sobre a importância desse projeto para a cidade:

– O Rio é pioneiro neste serviço no país. Queremos que esse projeto seja um modelo de sucesso para que todo o Brasil possa copiar. Este trabalho tem um papel social, ambiental e de sustentabilidade muito importante. Com essa atividade econômica, cuidamos do meio ambiente, educamos a população e, ao mesmo tempo, geramos renda e emprego. Começamos 2014, de forma mais sustentável, com menos lixo e mais gente empregada.

 

Com patrocínio do BNDES e apoio da Coca-Cola Brasil, a CT Irajá vai receber recicláveis dos bairros atendidos pela coleta seletiva na cidade. A operação será realizada por catadores cooperativados, que foram capacitados para gerir a Central.

De acordo com o presidente da Comlurb, Vinícius Roriz, a capacitação dos catadores abre as portas do mercado de trabalho:

– Esse profissional está deixando de ser catador para ser operador de máquina, um funcionário da indústria de reciclagem. Com a capacitação, eles podem ir para outras empresas. Permitimos que eles avancem profissionalmente – disse Roriz.

Atualmente a Comlurb realiza coleta de recicláveis em 100% das ruas de 68 bairros do Rio. Roriz também destacou a importância da coleta seletiva na cidade:

– Pretendemos inaugurar mais dois centros nesse primeiro semestre, um no Centro e outro em Bangu. Vamos utilizar o mesmo modelo mecanizado, estruturado e com aproveitamento de mão de obra de catadores treinados para utilizar esse tipo de equipamento. A coleta seletiva é uma cadeia completa. Precisamos ter em sequência: a população aderindo, separando material e disponibilizando para a Comlurb, a companhia recolhendo o material, as Centrais de Triagem e Cooperativas recebendo e processando material e a ponta final, que é a indústria recebendo e processando esse material para virar matéria prima novamente.

A área da Central destinada à operação abrange as etapas de recepção, triagem – fase em que será utilizada esteira mecânica para agilizar o processo – enfardamento, pesagem e armazenamento. O fluxo produtivo envolverá a seleção de recicláveis, manuseio de balanças e utilização de prensas industriais e empilhadeira. Toda a operação segue as normas da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

 

A cooperativa da CT Irajá é presidida por Wanderson Sabino. Aos 40 anos, Wanderson – que há 20 trabalha como catador e 11 em cooperativa – está realizando um sonho antigo:

– Sempre quis participar de uma cooperativa como essa. Este tipo de trabalho é importante para a ampliação da coleta seletiva na cidade e para a geração de emprego e renda da nossa categoria. É um trabalho mais digno, com mais conforto. O projeto é maravilhoso. Ao mesmo tempo em que a gente vai tirando as pessoas das cooperativas singulares para cá, com a capacitação profissional, também abrimos oportunidades lá.

A expectativa é que a partir desta cooperativa polo forme-se uma rede de comercialização. Com o apoio da Coca Cola, o PET produzido voltará para o Sistema da empresa para a produção de novas garrafas no projeto Bottle to Bottle, no qual a embalagem PET é produzida parcialmente a partir de garrafas PET pós-consumo recicladas. Com esta nova demanda para o PET reciclado, espera-se uma valorização ainda maior do material coletado, impulsionando toda a cadeia de reciclagem do Rio de Janeiro.

Coleta Seletiva na cidade

Com a expansão da coleta seletiva na cidade, a Comlurb passou a recolher 980 t/mês, passando de 1,4% para 3,7% de material reciclável, cálculo sobre o total de resíduos potencialmente recicláveis gerados na cidade, estimado em 1.991 t/dia. A proposta é aumentar esse percentual para 5%, e continuar ampliando progressivamente até atingir 25% em 2016. Atualmente, nos 68 bairros atendidos, são coletados em média 1.023,59 toneladas de materiais potencialmente recicláveis por mês.

O público pode obter informações sobre a coleta seletiva no site www.rio.rj.gov.br/comlurb. Para que a coleta seja eficiente, os materiais recicláveis devem ser colocados limpos e secos, em sacos plásticos transparentes pois assim o gari poderá verificar o conteúdo, evitando a mistura do material reciclável com o lixo domiciliar. Os sacos pretos são destinados apenas para lixo orgânico e lixo úmido e não serão coletados pela equipe da coleta seletiva.

 

Prefeitura do Rio

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