Programa de Saúde Bucal beneficia população do Rio

Atualmente, a rede municipal de atenção em saúde bucal da cidade do Rio de Janeiro conta com 930 cirurgiões dentistas
 

Programa-Saude-BucalA maneira mais econômica e menos dolorida de cuidar da saúde bucal é através da prevenção. A falta de cuidado com a higiene bucal foi o que levou a diarista Gabriela de Jesus Campos, 36 anos, a perder alguns dentes e deixar de sorrir por um bom tempo. Sem condições financeiras para pagar por um atendimento particular, a diarista passou a ser tratada pelo programa de Saúde Bucal, que oferece uma série de serviços odontológicos à população carioca.

É na Clínica da Família Anna Nery, no Rocha, que a moradora do Riachuelo – bairro vizinho – está voltando a sorrir e não poupa elogios ao atendimento:

“Não tinha o hábito de frequentar o dentista porque não tinha dinheiro. Meus dentes estavam apodrecendo, quebrando e precisando de conserto, mas eu não podia ir a um dentista particular. Então, descobri que na Clínica da Família podia ter a chance de consertá-los. Com isso, voltei a sorrir novamente, coisa que sentia vergonha há uns dois anos, antes de começar o tratamento”.

O programa de Saúde Bucal encontra-se nas unidades básicas de saúde, assim como na média e alta complexidade. Atualmente, a rede municipal de atenção em saúde bucal da cidade do Rio de Janeiro conta com 930 cirurgiões dentistas, 249 técnicos em Saúde Bucal, 386 auxiliares de Saúde Bucal e quatro técnicos em Prótese Dentária, lotados em 211 unidades com serviço de saúde bucal. Dessas, 69 são unidades de atenção básica convencional e 107 são vinculadas à Estratégia de Saúde da Família (com 298 equipes de Saúde Bucal). Há, ainda, 18 unidades com oferta de média complexidade (habilitadas como Centro de Especialidades Odontológicas – CEOs), oito unidades hospitalares com perfil de urgência/emergência ou alta complexidade, quatro hospitais maternidade e cinco hospitais especializados.

Para ser atendido pelo programa, o cidadão precisa descobrir qual a unidade municipal de referência dele. Para isso, basta acessar o site www.subpav.org/ondeseratendido. No local de atendimento o paciente passa por uma avaliação, que é seguida por uma etapa educativa e preventiva, que segundo o gerente de atenção primária em Saúde Bucal, Paulo André de Almeida Júnior, é muito importante para ensinar os cuidados básicos de saúde bucal:

“A saúde bucal trabalha também com outros programas da unidade de saúde, desde tabagismo, pessoas com hipertensão e diabetes. Então, a grande proposta da saúde bucal é interagir com os outros programas. Também fazemos acompanhamento de gestantes e recém-nascidos já para criar o hábito da criança e dos pais também terem essa consciência da importância do acompanhamento da saúde bucal”.

 

A maior parte do tratamento é feito nas unidades de atenção primária de saúde. Caso o tratamento esteja além da capacidade de atenção primária, o paciente vai para um segundo nível de atenção, que é a média complexidade, onde são atendidos nos CEOs para terem um diagnóstico preciso da situação. Em último caso, eles são encaminhados para unidades de alta complexidade.

De acordo com a dentista Cláudia Freire da Silva Torres, gerente da Clínica da Família Anna Nery, o perfil das pessoas atendidas pelo Saúde Bucal é bastante diversificado:

“Temos de tudo: pessoas que nunca tiveram acesso ao dentista, pessoas que começaram o tratamento e abandonaram e outras que têm condições financeiras de pagar um tratamento particular, mas vêm se tratar aqui. Ouço pacientes dizerem que não sorriam, não abriam a boca por causa dos dentes. Quando eles acabam o tratamento, eles dizem que conseguiram emprego. Você está colocando esse paciente no mercado de trabalho, na vida social, causando impacto na vida das pessoas. É gratificante”.

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