Seminário no Rio oferece assistência técnica para interessados no Programa de Preservação do Patrimônio

Os inscritos podem participar com até quatro projetos culturais por CNPJ, e precisam ter autorização do proprietário
 

Na próxima terça-feira (21/01), o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), promove o seminário “O Centro do Rio: ambiências e patrimônio urbano” para discutir ações de valorização da região e detalhar o Programa de Apoio à Conservação do Patrimônio Cultural (Pró-Apac). O evento será realizado na sede do IAB-RJ, no Flamengo, das 10h às 18h30.

 

Patrimonio-Rio
A Prefeitura do Rio, por meio do IRPH, lançou em 2012 o Pró-Apac para apoiar e patrocinar a restauração de imóveis tombados e preservados da região central. Ao todo, serão investidos R$ 12 milhões na restauração de antigos sobrados do Centro (R$ 8 milhões) e imóveis da Região Portuária (R$ 4 milhões). Na primeira edição, nove imóveis já foram contemplados. As inscrições para a segunda edição estão abertas até o dia 25 de fevereiro. Veja aqui o edital.

Na abertura do evento, os presidentes do IRPH, Washington Fajardo, e do IAB-RJ, Pedro da Luz Moreira, lançarão oficialmente a campanha de valorização do Centro do Rio. Em seguida, uma mesa-redonda, com os arquitetos e urbanistas Rafael Winter Ribeiro, Flávio Ferreira, Sérgio Magalhães, Ernani Freire e Ubirajara Mello, discutirá conceitos e práticas de preservação do patrimônio.

Para Washington Fajardo, a preservação da identidade e da memória de uma cidade está diretamente relacionada à conservação de seu patrimônio cultural:

“Precisamos valorizar e preservar a nossa história. Por isso, queremos continuar selecionando projetos que revitalizem o patrimônio do Rio”.

Na avaliação de Pedro da Luz Moreira, o Centro do Rio concentra a maioria dos imóveis tombados da cidade, que precisam ser preservados.

“O atual edital do IRPH contempla iniciativas de restauro para fins habitacionais, comerciais e culturais. Essa mudança pode trazer ganhos qualitativos importantes àquela região”, explica Pedro da Luz.

A partir das 14h, uma sessão técnica de apresentações irá tirar todas as dúvidas dos interessados no Programa Pró-Apac. Participarão os seguintes profissionais do IRPH: o presidente, Washington Fajardo; Luiz Eduardo Pinheiro, gerente de conservação e fiscalização; a coordenadora de projetos e fiscalização, Laura Di Blasi; Vanessa Ameixoeira, gerente de projetos; e Felipe Reigada, gerente de obras. A iniciativa vai abordar temas como as Áreas de Proteção do Ambiente Cultural (APAC) e a elaboração e apresentação de projetos de restauração. Durante a tarde, técnicos do IRPH farão assessoramento técnico para a elaboração dos projetos para participação no edital.

Os projetos inscritos precisam prever a recuperação de imóveis de quatro Áreas de Proteção do Ambiente Cultural (APACs): Corredor Cultural; Cruz Vermelha; Catumbi e Cidade Nova; e Catete e Glória. A área prioritária e que teve mais relevância – maior pontuação na seleção – foi a compreendida no entorno da Praça Tiradentes, da Praça dos Arcos, na Lapa, e em imóveis com endereço voltados para as ruas do Lavradio, Mem de Sá e Rua da Lapa.

Nessas regiões, cerca de 8.500 imóveis podem concorrer a cotas de fomento, que variam de R$ 200 mil a R$ 400 mil. Ao todo, R$ 5,6 milhões serão investidos no Centro e R$ 4 milhões para a Região Portuária. A meta é chegar a mais de 20 restaurações.

São aceitas inscrições de produtoras culturais, organizações não governamentais, organizações sociais, escritórios de arquitetura, empresas de engenharia com especialização em restauração ou cooperativas de artesãos e restauradores. Para concorrer a empresa deve ter sede na cidade do Rio de Janeiro e não são aceitas inscrições de pessoas físicas, mesmo sendo os donos dos imóveis.

Os inscritos podem participar com até quatro projetos culturais por CNPJ, e precisam ter autorização do proprietário. Cada participante só poderá ter até no máximo três projetos contemplados. Cada imóvel concorre somente com um projeto. Os projetos serão avaliados por uma comissão do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. Os principais critérios de avaliação são o nível de proteção, a localização do imóvel, o uso, o impacto na paisagem e a qualidade do projeto cultural.

 

Prefeitura do Rio

0 comentários