Tecnologia de ponta entra em cena nas obras da Linha 4 do Metrô

Já em atividade, Tatuzão é a maior máquina do gênero atuando na América Latina
 

O ritmo nas obras da Linha 4 do metrô é acelerado. O uso de tecnologia de ponta e a dedicação de mais de 7 mil funcionários são o segredo para que, no primeiro semestre de 2016, a cidade do Rio tenha mais uma opção de transporte público que liga a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, a Ipanema, na Zona Sul. Em 2013, um equipamento virou protagonista nesta obra. O Tunnel Boring Machine (TBM), o Tatuzão, com seus 120 metros de comprimento, 11,5 metros de diâmetro e 2,7 mil toneladas, será o responsável por perfurar os túneis que vão da Estação General Osório à Gávea.

 

Tecnologia de ponta entra em cena nas obras da Linha 4 do Metrô

 

O Tatuzão já está em operação e deve escavar de 15 a 18 metros por dia a uma profundidade de 20 metros. A maior máquina do gênero em atividade na América Latina foi comprada por R$ 100 milhões na Alemanha e trazida para o Brasil em 23 contêineres. Investimento tão alto tem uma justificativa. De Ipanema à Gávea, o Tatuzão vai encontrar terreno formado por pedra, argila e areia e foi desenvolvido especialmente para isso.

 

A preocupação com a tranquilidade da população que mora e trabalha na região também foi decisiva para a escolha deste método de construção. A frente do Tatuzão é uma enorme roda que vai girar pressionando e cortando em pequenos pedaços o solo que encontrar pela frente sem fazer barulho. A cada 1,80 metro de rocha perfurada, o TBM vai posicionar as aduelas (anéis de concreto) que vão deixar o túnel pronto, esperando a instalação dos trilhos.

 

“Essa metodologia também é a que vai trazer o menor impacto para a sociedade, pois teremos menos interferências na superfície”, explicou o gerente de produção do Consórcio Linha 4 Sul, Aluísio Coutinho.

 

A previsão é de que, no fim de 2014, o túnel chegue à primeira estação, a Nossa Senhora da Paz e, em 2015, à estação da Gávea.

 

De acordo com o secretário da Casa Civil, Regis Fichtner, a obra está dentro do cronograma.

 

– Trata-se de um importante passo para a melhoria da mobilidade urbana no Estado do Rio. É um investimento na qualidade de vida do morador da Região Metropolitana – disse Fichtner.

 

Governo do Rio

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