Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro promove baile de carnaval

Festa teve bateria, decoração especial e até samba em homenagem a um dos médicos
 

baile_de_carnavalCantando um mundo com mais compreensão e paciência, os usuários do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro (CPRJ) saudaram o Carnaval nesta quarta-feira (19/02) durante o baile realizado na unidade. O bloco Tremendo nos Nervos, formado pelos pacientes do Centro, fez parte da festa, animada por marchinhas e sambas enredo, reuniu usuários, familiares, funcionários da unidade e a comunidade do entorno. Muita gente caprichou nos adereços.

 

Além das músicas tocadas ao vivo pela bateria do bloco, a trilha sonora do baile foi composta por marchinhas e sambas antigos escolhidos na discoteca do CPRJ. A coleção teve início com a doação de mais de 2 mil discos por três idosas centenárias em 2013 e originou a criação do Centro de Cultura Harmonia Enlouquece, discoteca montada dentro da unidade com o acervo. Grande parte dos LP’s foram remasterizados e agora sonorizam os ambientes do CPRJ através de caixas de som espalhadas pela unidade.

 

Grupo de Carnaval desde 2006

O baile pré-carnavalesco do CPRJ acontece desde 2006, após um grupo formado por usuários do Centro passar um ano inteiro pesquisando sobre a história do bairro da Saúde, onde fica a unidade. O resultado da pesquisa gerou samba e até algumas alegorias, usadas no desfile pelas ruas próximas que aconteceu naquele ano.

 

“Quando eles veem o resultado, sentem–se parte do processo, da festa. No dia do baile, os usuários são apenas pessoas que querem sambar e se divertir. O Carnaval permite isso”, explicou a coordenadora de Atividades Psicossociais do CPRJ, Eni Nascimento, responsável pela criação do grupo de Carnaval.

 

Como numa escola de samba, o grupo possui uma “ala dos compositores”, formada por cinco pacientes, responsáveis pela criação do samba. A composição de 2014 é uma homenagem a Elias Carim Neto, psiquiatra da unidade.

 

“Gosto muito de Carnaval e a festa é sempre muito animada”, disse um colorido Francisco Marques, frequentador do CPRJ desde 2006.

 

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