Guia dos Bens Tombados da Cidade é reeditado nas versões impressa e digital

Ao todo, os patrimônios da cidade estão distribuídos por 84 bairros das zonas Norte, Oeste, Sul e Centro
 

Guia-patrimonio-tombado-RioEstimular o carioca a conhecer e valorizar o patrimônio histórico e cultural da cidade é um dos objetivos do novo Guia dos Bens Tombados, que teve suas versões impressa e virtual lançadas nesta quinta-feira (13/02) em cerimônia no Palácio da Cidade. Organizada pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), a quinta edição do “Guia dos Bens Tombados da Cidade do Rio de Janeiro” – revisada e atualizada, com tiragem de oito mil exemplares – traz 220 novos bens em relação à última edição, de 2008.

 

Publicado nas versões Inglês e Português, o guia apresenta um total de 3.000 bens tombados materiais e imateriais no município do Rio de Janeiro, nas esferas municipal, estadual e federal, com informações sobre cada um (nome, endereço, data, esfera de tombamento e breve histórico). O Guia foi lançado pela primeira vez em 1992, com 461 itens. As outras edições foram publicadas em 1996 e 2000. Também nesta quinta-feira foi apresentado o aplicativo oficial do Guia do Patrimônio Cultural Carioca, inédito no país, que já está disponível para Android e iOS.

 

 

O presidente do IRPH, Washington Fajardo, disse que a cidade é generosa no que diz respeito à sua história e identidade, e que isso precisa ser valorizado:

 

“Vivemos um momento de intensa transformação, e é importante observarmos que essa fase nos possibilitará expor os nossos bens culturais com mais clareza. A partir de agora, a população vai poder conhecê-los de perto e ter acesso a informações sobre sua história. As pessoas saberão, por exemplo, que o Centro Cultural José Bonifácio, na Região Portuária, foi uma das primeiras escolas públicas do país, construída com o dinheiro de uma estátua que Dom Pedro I não deixou executar. Além disso, impressiona o fato de que único hangar de zepelim do planeta estar localizado em Santa Cruz. Ou seja, a cidade possui uma enorme potência histórica, que precisa ser redescoberta e valorizada. Isso nos permitirá seguir adiante com qualidade”.

 

 

De acordo com o Instituto, a reedição do Guia dos Bens Tombados comprova o comprometimento do poder público com a proteção do patrimônio cultural do Rio de Janeiro.

 

 

Ao todo, os patrimônios da cidade estão distribuídos por 84 bairros das zonas Norte, Oeste, Sul e Centro. São mais de dois mil bens arquitetônicos, 23 bens imateriais e cerca de 200 estátuas, monumentos, coretos, fontes e chafarizes. O Guia também conta com cerca de 30 áreas públicas tombadas, além de 60 elementos naturais, acervos bibliográficos e museográficos, mobiliário urbano, pinturas, painéis e obras de arte. Entre os bens apontados no Guia, destacam-se os Arcos da Lapa, a Igreja Nossa Senhora da Candelária, a Academia Brasileira de Letras (ABL) e as Casas da Vila de São Lázaro (Rua da Indústria 18 e Rua Mestre Camargo 3), no Caju. Essas casas representam duas das poucas moradias construídas em madeira, com traçado duplo de pinho de ruga, cujo estilo chegou à cidade através de imigrantes portugueses que se concentraram em grande número naquela região.

 

Também apresentado nesta quinta-feira, o aplicativo oficial do Guia do Patrimônio Cultural Carioca possui tecnologia desenvolvida pela empresa Weway, permitindo aos usuários conhecer os bens tombados de toda a cidade com um simples toque. Através da ferramenta, é possível localizar os bens tombados mais próximos por meio de buscas por nome, bairro ou endereço. O usuário também pode salvar os bens na seção favoritos e compartilhá-los no Facebook.

 

“Trata-se de uma grande inovação para a nossa cidade. Este aplicativo nos oferece a possibilidade de acessar as informações de uma maneira mais prática e divertida, que nos ajudará ainda mais a conhecer melhor o nosso patrimônio – disse Fajardo, acrescentando que o usuário do aplicativo pode pesquisar os bens tombados nas proximidades do local onde se encontra, usando a tecnologia GPS, além de ter à disposição um traçado do percurso que deverá fazer chegar para chegar ao destino”.

A reedição do Guia dos Bens Tombados da Cidade do Rio de Janeiro e a elaboração do aplicativo são frutos da parceria entre o poder público e o privado. Esta edição foi apoiada pela Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Sinduscon-Rio e Grupo WTorre. O presidente da Sinduscon, Roberto Kauffmann, destacou os investimentos do governo municipal no projeto Porto Maravilha:

 

“As obras do Porto Maravilha, com suas descobertas, nos despertou para a necessidade de preservação do nosso patrimônio. Afinal de contas, estamos falando de uma região que possui cinco milhões de metros quadrados de pura história”.

 

Aos interessados, o Guia dos Bens Tombados da Cidade do Rio de Janeiro pode ser adquirido na sede do IRPH (Rua Gago Coutinho, 52, 3º andar), em Laranjeiras. Em breve, a publicação será distribuídas nas escolas e centros culturais da cidade.

 

Prefeitura do Rio

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