Jovens da Mangueira são capacitados em moda sustentável

Projeto EcoModa qualificou mais de 120 alunos da Escola de Artes Técnicas
 

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O termo sustentável está ganhando cada vez mais espaço na sociedade, e foi pensando em aperfeiçoar essas técnicas na moda é que foi criado o projeto EcoModa , da Superintendência de Território e Cidadania, da Secretaria do Ambiente. Criada em 2012, a iniciativa formou mais de 400 jovens, reaproveitando cerca de quatro toneladas de resíduos de tecidos e banners.

 

 

Mais uma turma se especializou no assunto, os mais de 120 alunos da Escola de Artes Técnicas (EAT) da comunidade se formaram quinta-feira (6/2).

 

 

Durante o curso de cinco meses, os alunos aprenderam a confeccionar vestuário e produtos, com ênfase em reaproveitamento de lixo têxtil, por meio de técnicas de modelagem, corte e costura, desenho de moda com moulage, técnica de modelagem feita diretamente no manequim, estamparia e produção de acessórios e bolsas, além de passarem por oficinas de empreendedorismo e educação ambiental.

 

 

Cerca de 40 jovens da comunidade participaram de uma oficina de modelo e manequim para desfilar com uma coleção criada pelos formandos, inspirada no centenário do poeta Vinícius de Moraes.

 

 

Moradora da Mangueira há mais de 20 anos, a costureira Lucimar Oliveira, de 27 anos, vai investir no sonho de abrir uma confecção própria.

 

 

“Sempre quis viver da comercialização dos meus produtos. A capacitação me deixou mais próxima do nível profissional. Agora sei desenhar e modelar as peças”, disse Lucimar.

 

Gisele Mendes, de 28 anos, aprendeu o oficio de costureira com a mãe. Hoje, comemora a chance de incluir seu trabalho no mercado de moda.

“Faço roupas e bolsas para vender. Aprendi a aproveitar muito material que sobrava e era destinado ao lixo”, afirmou a formanda.

 

 

Parceria com confecções

De acordo com o coordenador criativo do curso, Almir França, parcerias estão sendo firmadas com fábricas e confecções para a criação de uma grife sustentável, que possa reutilizar os resíduos têxteis.

“Recebemos doações de cortes de tecidos, uniformes inutilizados e peças com defeitos. Já fechamos parceria com uma grande fabrica de Friburgo e outras grifes do Rio, para a reciclagem deste material. O diferencial do curso é ainda a inclusão social promovida dentro das comunidades pacificadas. Os alunos saem do curso para o mercado de trabalho com mais consciência ambiental”, explicou o coordenador.

 

 

A partir da formação no EcoModa, no ano passado, ex- alunos criaram a marca Poesia Marginal, que confecciona roupas em homenagem à artistas brasileiros, a partir do reaproveitamento de tiras de couro recebidas por doação.

 

 

A Superintendência de Território e Cidadania atua em comunidades pacificadas, na realização de projetos de qualificação profissional baseados nos conceitos de preservação ambiental. Atualmente, existem mais de oito comunidades atendidas na Região Metropolitana: Complexo do Alemão, Rocinha, Mangueira, Batan, Formiga, Fogueteiro, Morro da Chacrinha, Manguinhos, Jacarezinho e comunidades adjacentes.

 

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