Museu de Arte do Rio comemora um ano com mais de 350 mil visitas

O Museu de Arte do Rio completou, no início deste mês, seu primeiro aniversário, com a marca de 352.058 mil visitantes. Inaugurado em 1º de março de 2013, o MAR representa um dos marcos do Porto Maravilha, programa de revitalização da Região Portuária que está transformando uma área de 5 milhões de metros quadrados no[...]
 

Museu-de-Arte-do-RioO Museu de Arte do Rio completou, no início deste mês, seu primeiro aniversário, com a marca de 352.058 mil visitantes. Inaugurado em 1º de março de 2013, o MAR representa um dos marcos do Porto Maravilha, programa de revitalização da Região Portuária que está transformando uma área de 5 milhões de metros quadrados no Centro do Rio. Para celebrar o mês de aniversário, o MAR recebe a exposição “Encontro de Mundos”, que pela primeira vez reúne as obras doadas à instituição. Com curadoria do diretor cultural Paulo Herkenhoff, “Encontro de Mundos” reúne mais de 160 obras de artistas como Aleijadinho, Guinard, Vik Muniz, Mestre Valentim, Ione Saldanha e Raul Mourão. O espaço também deu início ao projeto “África Hoje”, que ao longo do ano promoverá uma série de atividades sobre a diversidade do continente. A curadoria é de Antônio Pinto Ribeiro, professor da Universidade Católica de Lisboa.

 

 

Instalado na Praça Mauá, o Museu de Arte do Rio ocupa dois prédios de perfis heterogêneos e interligados: o Palacete Dom João VI, tombado e eclético, e o edifício vizinho, de estilo modernista, que já abrigou um terminal rodoviário. O antigo palacete abriga as salas de exposição do museu. O prédio vizinho dá vida à Escola do Olhar, ambiente voltado à produção, com foco na formação de educadores da rede pública de ensino, uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME).

 

 

“Espaço de cultura que valoriza a riqueza arquitetônica da Região Portuária, o MAR é muito mais que um museu convencional. Inserido no processo de revitalização da região, ele dialoga com a população que vive na área. Também é motivo de orgulho o fantástico trabalho produzido com alunos do Ginásio Experimental de Artes Visuais (GEA), escola municipal a 300 metros do MAR. Além disso, impressiona o fato de que as metas iniciais de receber 200 mil visitantes, sendo 100 mil estudantes da rede municipal e 2 mil professores, no primeiro ano de funcionamento do museu, foram batidas já em apenas cinco meses”, disse o prefeito Eduardo Paes, concluindo que, até o próximo aniversário, não faltarão motivos para mais celebrações:

 

 

“Com a chegada de novos “vizinhos”, aumenta a expectativa do que está por vir nos próximos meses. Inaugurada em fevereiro no canteiro de obras do Píer Mauá, uma sala interativa do Museu do Amanhã já dá ao público um gostinho do que os visitantes verão a partir de março do ano que vem, quando for inaugurado o novo espaço. Por isso, festejar o primeiro aniversário do MAR é festejar o reencontro do Rio de Janeiro com uma região histórica que representa a própria alma da nossa cidade”.

 

Costuma-se dizer que o ponto de partida do MAR é a sensibilidade de seus doadores, uma vez que, nesse primeiro ano, o espaço totalizou 1.700 obras individuais doadas e mais de 50 fundos. É importante destacar que o acervo do museu reúne um número impressionante de 1.772 obras e 632 documentos de cultura visual. Neste primeiro ano, o museu abriu suas portas para mais de 400 artistas.

 

De acordo com a direção do museu, o espaço recebeu 17 exposições de março de 2013 até hoje, como “Pintura Cega” de Tomie Otake e “Vazio de Nós”, de Berna Reale. Na primeira, a mostra apresentou 24 obras realizadas pela artista com os olhos vendados, entre os anos de 1959 e 1962. Na segunda, Berna Reale refletiu sobre o mundo e a vulnerabilidade humana, criticando as injustiças e desassistências sociais que produzem um enorme contingente de indivíduos sem sonhos.

Também passou por lá a mostra “Vontade Construtiva na Coleção Fadel”, que deu continuidade à participação da família Fadel no debate cultural brasileiro, oferecendo ao público a experiência de sua coleção. A exposição apresentou caminhos do ideário construtivo configurados no Brasil, por pesquisas individuais e movimentos coletivos, desde as primeiras aproximações das vanguardas artísticas europeias nas décadas iniciais do século XX até os seus desdobramentos entre os anos 1960 e 1980, quando o experimentalismo incorporou a questão sociopolítica, o conceitualismo e a revisão do modernismo.

 

 

A Escola do Olhar, espaço destinado à educação, desenvolve programas de formação continuada em artes e cultura visual com professores e educadores. Neste primeiro ano, a unidade ofereceu cursos, workshops, concursos, mostras, cinema, dança, encontros acadêmicos e debates. Tendo a cidade como eixo transversal de suas ações, a Escola do Olhar trabalha em parceria com universidades, instituições museológicas e ONGs, além de programas de educação não-formal, construindo espaços de pesquisa, seminários, workshops e cursos.

 

 

“O MAR foi um grande presente para a cidade do Rio. E, mais ainda, tornou-se um espaço de aprendizagem para nossos alunos e professores. Que ele cresça e se consolide nesta cidade que se reinventa preservando a sua história”, comemorou a secretária municipal de Educação, Claudia Costin.

 

 

Além do MAR, a Região Portuária guarda muito da história da cidade, através de seus patrimônios material e imaterial, como obras de grandes arquitetos, trapiches redescobertos, representações da cultura afro-brasileira, palacetes, sobrados do início do século XX e galpões ferroviários. Por esse motivo, a região foi preservada com a criação da Área de Proteção do Ambiente Cultural dos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo (APAC Sagas). Além disso, foi criado o Programa Porto Maravilha Cultural, cujos recursos são aplicados na restauração de bens tombados, em ações do poder público e no apoio a iniciativas de valorização do patrimônio da região. Para implementar essas ações, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) trabalha em parceria com instituições públicas, sociedade civil e setor privado.

“O Museu de Arte do Rio (MAR) é um investimento da prefeitura que contribuiu profundamente para que a população redescobrisse a Região Portuária. Temos uma visita educativa que parte do museu e leva as pessoas a conhecer o entorno, a arquitetura, a história da cidade que conta a história do País. A população reencontrou o Cais do Valongo, o samba da Pedra do Sal e se reconciliou com o Porto. Além disso, o conjunto arquitetônico dos prédios da Escola do Olhar e do Palacete Dom João VI reflete a convivência entre o novo e o histórico, da educação do olhar e da preservação da memória. Não é à toa que o museu foi inaugurado no dia 1º de março. Um verdadeiro presente para a cidade”, disse Alberto Silva, presidente da Cdurp.

 

Atualmente, os visitantes do museu podem conferir a mostra “Deslize-Surfe Skate”, que retrata ambos os esportes sob uma perspectiva histórica, com informações e imagens que foram selecionadas a partir de um arco temporal que vai de 1778, quando são feitos os primeiros desenhos dos habitantes do Havaí a surfar, até discussões públicas sobre o lugar dessas atividades no Brasil. Também está aberta a visitação a exposição “Pernambuco Experimental”, que traça um panorama da produção da arte experimental no estado entre as décadas de 1900 e 1980, quando Pernambuco foi palco de investigações artísticas que romperam fronteiras de linguagens e regionalismos. Com curadoria de Clarissa Diniz e Paulo Herkenhoff, a exposição ocupa 600 m² do MAR com cerca de 450 obras (pinturas, desenhos, fotografias, vídeos, músicas, performances e documentos).

A mostra “ImagináRio” – desdobramento da exposição “Rio de Imagens: uma paisagem em construção” – chega para ampliar a discussão em torno da construção social da paisagem carioca. Localizada no andar concebido como espaço permanente para exposições dedicadas ao Rio de Janeiro, a mostra agrega trabalhos que apontam para uma contínua reflexão, como é o caso do legado dos grupos étnicos que contribuíram para a formação da sociedade e da paisagem da cidade. Dentre estes, a exposição lança um olhar sobre a presença africana.

 

 

O Museu de Arte do Rio de Janeiro conta com o apoio da Fundação Roberto Marinho e patrocínio da Companhia Vale e das Organizações Globo. Além disso, é apoiado também pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

SERVIÇO:
Endereço: Praça Mauá, 5, Centro
Telefone: 3031-2741
Internet: www.museudeartedorio.org.br
Horário de funcionamento e ingressos: Terça-feira a domingo, das 10h às 19h. Quarta a domingo, das 10h às 17h. Às terças-feiras, o MAR é gratuito para todos.
** Nos demais dias, a gratuidade vale para alunos da rede pública de Ensino Fundamental e Médio, crianças até 5 anos, a partir de 60 anos, professores da rede pública de ensino, funcionários de museus, Vizinhos do MAR (moradores) e guias de turismo.
Valor do ingresso: R$ 8 (inteira), R$ 4 (meia – servidores públicos municipais também participam do desconto).
Acessibilidade: O Museu de Arte do Rio garante a acessibilidade ao público com necessidades especiais eu seus dois prédios.
Compras e alimentação: Loja Novo Desenho, Cristovão Café e Bistrô e Restaurante Mauá.

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