PM troca comando de batalhão após manifestação na zona oeste do Rio

A manifestação ocorreu por causa da da morte de um homem da comunidade, ontem à tarde (26), que teria ligação com o tráfico de drogas na região, segundo a PM
 

O comandante do 9° Batalhão da Polícia Militar ( Rocha Miranda), tenente-coronel Wagner Moretzsohn, foi exonerado do cargo pelo comando da Polícia Militar (PM) no mesmo dia em que um protesto de moradores do morro São José Operário, na Praça Seca, zona oeste, resultou em três ônibus e um carro de passeio incendiados e quatro ônibus foram depredados . A manifestação ocorreu por causa da da morte de um homem da comunidade, ontem à tarde (26), que teria ligação com o tráfico de drogas na região, segundo a PM.

 

De acordo com a PM, José Mário Trindade, 20 anos, foi preso em casa por policiais do batalhão de Rocha Miranda.  Ele estaria com drogas e uma pistola automática em casa e passou mal ao ser preso, sofrendo um infarto. José Mário ainda chegou a ser socorrido, mas morreu ao chegar ao Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, para onde foi levado às pressas.

 

Segundo moradores, a vítima morreu em consequência de espancamento por parte dos policiais militares autores da prisão. Em seguida, foi inicado o protesto, com o fechamento da Rua Cândido Benício, principal ligação da Praça Seca com os bairros do Tanque e Taquara, em Jacarepaguá. No sentido contrário, a via serve de ligação com os bairros de Campinho, Madureira e Cascadura.

 

Em nota, a assessoria de imprensa da PM informou que o novo comandante do 9º BPM é o tenente-coronel Luiz Octávio Lopes da Rocha Lima. Ele deixa o comando do 4º BPM (São Cristóvão) e assume hoje a nova função. Um novo nome ainda está sendo escolhido para assumir o Batalhão de São Cristóvão. A mudança foi uma decisão do comando da PM e é uma rotina da corporação.

 

A Rio-Ônibus, que representa as empresas de transportes do município do Rio, informou que cada ônibus queimado leva em média de 60 a 90 dias para ser reposto na frota. Cada ônibus novo, que tem de sair de fábrica equipado com ar condiconado, de acordo com resolução da prefeitura da capital fluminense custa, em média, R$ 350 mil. A empresa destacou que, com relação aos ônibus depredados, não é possível ter uma avaliação precisa do prejuízo porque uns podem ter apenas os vidros quebrados e outros mais danificados.

 

Ontem e hoje pela manhã, os ônibus que servem aos bairros da Praça Seca e do Tanque circularam com a frota reduziada. Muitas empresas mudaram o itinerário com medo das ações de vandalismo.

 

Agência Brasil

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