Pontos turísticos recebem plano para transformar o Rio em uma cidade acessível

Ao longo deste ano, uma equipe técnica da secretaria acompanhará de perto todas as modificações
 

Orla-CariocaA Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPD) entregou, na manhã de terça-feira (25/03), um plano de acessibilidade para representantes de 250 pontos turísticos da cidade, como museus, parques e locais de embarque e desembarque de trens, metrô, ônibus e barca. A pesquisa faz parte das metas estabelecidas para a SMPD pelo Acordo de Resultados 2013, e tem como objetivo tornar o Rio uma cidade mais inclusiva.

 

 
Em cerimônia realizada no Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAD) Mestre Candeia, no Centro, a secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Georgette Vidor, explicou que esse é um passo importante para a transformação da cidade:

 

 
“Isso é uma maneira de ir mapeando o Rio, dando mais informação para todas as secretarias que vão trabalhar com essa mudança de transformação em uma cidade acessível. Espero que eles cooperem e se esforcem para tornar o Rio de Janeiro uma cidade com desenho universal onde todas as pessoas possam ter o direito de ir e vir”.

 

 
O levantamento, realizado no ano passado, orienta os espaços a realizarem as adaptações necessárias, apontadas em cada um dos locais. Ao longo deste ano, uma equipe técnica da secretaria acompanhará de perto todas as modificações. Em novembro, haverá nova classificação desses pontos turísticos.

 

 
A secretaria agrupou os espaços públicos pesquisados e os dividiu de acordo com quatro classificações: bronze, prata, ouro e diamante. Essas qualificações estão de acordo com os critérios para inclusão estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) na norma NBR 9050, que visa a melhor acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.
 

 

Para conseguir reunir esses dados, os pesquisadores voluntários foram treinados para circular pelos ambientes que seriam analisados como se fossem portadores de deficiências. Alguns deles trabalharam com os olhos vendados, simulando deficiências visuais, outros usaram de cadeiras de rodas para que tivessem a percepção real das necessidades que as pessoas com dificuldade de locomoção experimentam no dia a dia.

 

Representantes de locais pesquisados, como o Monumento aos Pracinhas, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e o Jardim Botânico estiveram presentes no evento e manifestaram interesse em aprimorar ou se adequar aos regulamentos de acessibilidade universal, o que permitirá uma integração mais eficiente de todos os cidadãos.
 

 

A representante do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Sueli Voltarelli, falou sobre as diretrizes de acessibilidade do local e o constante trabalho feito para garantir o acesso das pessoas com deficiência:
 

 

“A acessibilidade sempre esteve presente no CCBB. Tornar o prédio acessível é um desafio que temos até hoje para possibilitar que as pessoas tenham acesso à cultura. A montagem das exposições, por exemplo, são sempre pensando na distância necessária para o cadeirante circular confortavelmente”.

 

 
Os dados da pesquisa foram validados pelo Instituto Pereira Passos (IPP). Além de avaliar o trabalho desenvolvido, o IPP também colaborou na escolha dos espaços.

 

 
“O IPP é responsável pela cartografia municipal e nós já tínhamos um cadastro de museus, pontos turísticos e terminais ferroviários e metroviários. Em conjunto com a SMPD definimos quais locais fariam parte da pesquisa, analisamos os dados, verificamos a consistência deles e fizemos o processo de validação das informações”, disse Adriano Alem, gerente de geoprocessamento do IPP.

 

Prefeitura do Rio

0 comentários