Programa de cirurgia bariátrica mudou vida de 736 pacientes

Projeto é o único do país a fazer todas as cirurgias por videolaparoscopia
 

Cirurgia bariatrica, Rogério Santana (3)

 

Setecentos e trinta e seis pacientes operados sem nenhuma intercorrência em pouco mais de três anos. Os números expressivos pertencem ao Programa de Cirurgia Bariátrica do Governo do Estado, que funciona no Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC), em Marechal Hermes. Coordenado pelo cirurgião Cid Pitombo, o serviço oferece 100% das cirurgias por videolaparoscopia, técnica menos invasiva e mais segura.

 

 

O sucesso do projeto foi apresentado em 2013 no maior congresso de obesidade do mundo, o Obesity Week, que aconteceu em Atlanta, Estados Unidos. Lá, foi mostrado que os pacientes atendidos no programa do Estado apresentaram melhor adesão no acompanhamento pós-operatório quando comparados aos pacientes atendidos na rede particular, comprovando a eficácia da equipe multidisciplinar na preparação desses pacientes para a cirurgia. O estudo comparou 200 pacientes obesos do HECC com pacientes atendidos em hospitais privados.

 

– O obeso tem dificuldades em se inserir socialmente, não tem emprego, precisa de remédios para hipertensão, entre outras doenças decorrentes da obesidade. Quando ele opera, passa a ter autoestima, o que o impulsiona a ter novos relacionamentos, procurar emprego e, mais saudável, deixa de ir ao médico, cirurgias deixam de ser feitas. Com isso, há diminuição de seguro desemprego, de licenças por doença, de ocupação de leitos. Os custos para o Estado diminuem – explicou Pitombo.

 

 

Novas instalações

Em 2013, o espaço onde os pacientes são atendidos passou por melhorias. Foi realizada uma obra na unidade, deixando o local mais funcional e bonito. O ambulatório foi ampliado com a construção de dois novos consultórios, sala de multimídia para reuniões em grupo e ampla recepção. Além disso, o serviço dispõe desde 2011 do primeiro tomógrafo para obesos do país, suportando pacientes com até 320 kg, totalizando investimento de R$ 1,59 milhão.

 

 

Sem fila de espera

O paciente que deseja realizar uma cirurgia bariátrica no programa deve procurar um atendimento ambulatorial mais próximo de sua casa para que um médico faça uma primeira avaliação, verificando se a cirurgia é necessária ou não. Se a operação for indicada, o médico solicita uma segunda avaliação para a Central de Regulação de Cirurgia Bariátrica do Estado, que encaminha o pedido de forma online ao HECC. O paciente é contatado e tem uma consulta de avaliação marcada. E, importante, não há fila de espera.

 

Paciente que tiver Índice de Massa Corpórea dentro do indicado (maior que 40kg/m² ou maior que 35kg/m² quando associado a fatores de co-morbidade, como hipertensão e diabetes, entre outros), que preencham os pré-requisitos do Ministério da Saúde e não tiverem doenças graves associadas são avaliados, preparados e operados. A equipe do médico Cid Pitombo também acompanha todo o pós-operatório especializado, com orientações de nutricionista, psicólogo e avaliação periódica pelo cirurgião.

 

GOVERNO  DO  RIO

 

 

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