Secretaria de Educação do Rio investe na revitalização de prédios históricos

Obras em edifícios tombados que abrigam escolas garantem conforto aos estudantes
 

Prédios históricos que abrigam colégios da rede estadual estão sendo revitalizados para garantir mais conforto e segurança aos estudantes. No interior, duas escolas foram entregues no início do ano letivo: Liceu de Humanidades de Campos dos Goytacazes e o Colégio Coronel Benjamin Guimarães, em Valença. Foram destinados R$ 13,3 milhões nas reformas, realizadas pela Emop (Empresa de Obras Públicas). As unidades fazem parte de um investimento do Governo do Estado no valor de R$ 75 milhões, destinados a 14 escolas inauguradas este ano.

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Em funcionamento desde 1880, o Liceu de Campos é considerado um ícone da cidade do Norte Fluminense e recebeu recursos para intervenções nos dois prédios que formam a edificação. O colégio, tombado pelo Inepac (Instituto Estadual de Patrimônio Cultural), conta com 32 salas de aula.

 

– O Liceu, que já era belíssimo por sua arquitetura, ganhou uma nova cara” disse a diretora administrativa da Regional Norte Fluminense, Ana Clara Chagas.

 

Já o colégio de Valença, que funciona em um dos mais antigos prédios do município, iniciou o ano letivo com 14 salas de aula, biblioteca, cozinha, refeitório, laboratório e ginásio reformados. A construção, datada de 1856, abriga 761 alunos.
Resgate da cultura fluminense.

 

Outros edifícios históricos também fazem parte da rede estadual de ensino, como o Colégio Amaro Cavalcanti, no Catete. O prédio em que funciona a escola possui uma parte tombada desde 1990 e foi erguido em 1875.

 

“Acho muito interessante estudar em um colégio que tem uma história de tradição devido à sua arquitetura. Além disto, a escola tornou-se uma herança de família. Meu pai, por exemplo, já estudou na unidade”, afirmou o estudante da 2ª série do Ensino Médio, Carlos Pereira.

 

No bairro de Vila Isabel, Zona Norte do Rio, o Colégio João Alfredo foi inaugurado por D. Pedro II, em 1875. Na época, o espaço era destinado apenas para estudantes do sexo masculino. Em 2002, o estabelecimento foi tombado por interesse histórico, cultural e arquitetônico.

 

Outro exemplo de prédio que resgata a história fluminense é o Liceu Nilo Peçanha, no município de Niterói. O imóvel, com 166 anos de existência, faz parte do conjunto arquitetônico da Praça da República.

 

Governo do Rio

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