Novas exposições comemoram aniversário de 209 anos do Jardim Botânico do Rio

Agência do Brasil Paulo de Araújo/MMA   O aniversário de 209 anos do Jardim Botânico do Rio, comemorado dia 13 de junho,  terá como destaque, além da revitalização da área da Região Amazônica do Parque, a abertura de novas exposições. A mostra Rede Abrolhos: Monitorando o Maior Complexo Coralíneo do Atlântico Sul, instalada no hall[...]
 
Agência do Brasil
Rio de Janeiro - Ministro Sarney Filho visita o Jardim Botânico do Rio de Janeiro nas comemorações dos 209 anos da unidade de conservação (Paulo de Araújo/MMA)

Paulo de Araújo/MMA

 

O aniversário de 209 anos do Jardim Botânico do Rio, comemorado dia 13 de junho,  terá como destaque, além da revitalização da área da Região Amazônica do Parque, a abertura de novas exposições. A mostra Rede Abrolhos: Monitorando o Maior Complexo Coralíneo do Atlântico Sul, instalada no hall do Museu do Meio Ambiente e ja pode ser visitada.

 

 

 

 

A exposição tem 40 fotografias com imagens aéreas e submarinas, exemplares da fauna e da flora marinha e equipamentos científicos utilizados pelos cientistas para estudar a região de Abrolhos, a maior biodiversidade da costa brasileira.

 

 

 

Esta aberta no  Museu do Meio Ambiente a exposição do 16º Concurso de Fotografia do Jardim Botânico. Organizada pela Associação de Amigos do Jardim Botânico (AAJB) a mostra reúne 23 fotos selecionadas do concurso de 2016.

 

 

Pensamento científico

A programação de aniversário tem ainda a exposição Herbário: Coleção e Ciência que, com imagens, textos e objetos, mostra detalhes das coleções preservadas a partir dos acervos baseados nas pesquisas. “A exposição está construída em dois blocos. Uma parte mostra que a ciência é construída no passado partindo de Humboldt, de Macius, Barbosa Rodrigues, por estes naturalistas que começaram a catalogar a flora das Américas e a segunda parte que mostra o nosso trabalho diário que continua existindo e não é só uma memória”, diz a pesquisadora e curadora da exposição, Rafaela Forzza.

 

 

Rafaela disse que um dos objetivos da exposição é embutir nas crianças o pensamento científico desde cedo e isso ocorre durante as visitas de alunos do ensino fundamental, médio e superior. “Eles vivenciam o nosso dia a dia e, depois de passar pela exposição, são encaminhados para dentro das coleções. É perceptível como isso estimula essas crianças quererem ser cientistas, como a nossa vida é legal para eles. Como a gente está no imaginário, quando a gente mostra que com uma boa educação qualquer um pode virar um cientista, a gente abre o caminho para eles”.

 

 

 

No ano em que comemora os seus 209 anos, o Jardim Botânico se prepara para mais uma atração. O presidente do instituto, Sérgio Besserman Vianna revelou que no segundo semestre serão inauguradas novas áreas com plantas trazidas da África, outra com espécies relacionadas na Bíblia e ainda uma trilha com plantas usadas pelos índios. “Se tudo correr bem vamos ter uma muda de uma oliveira do Monte das Oliveiras. No mesmo dia a gente faria a trilha das plantas africanas não só alimentares, mas do candomblé e da umbanda e dos primeiros botânicos do Brasil que foram os índios. Faremos a trilha do conhecimento indígena das plantas brasileiras”, disse.

 

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